Dadá faz críticas a Zagallo
Marcos Freitas
Especial para a Folha
Mauro FrassonDadá Maravilha, ontem em Curitiba: ‘Zagallo parou no tempo’‘Ele nasceu Dario José dos Santos no dia quatro de março de 1946, em Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, o apelido é ‘‘Dadá Maravilha’’, também conhecido como ‘‘Beija-flor’’ ou ‘‘Dadá Peito de Aço’’. Mas também poderia ser chamado de ‘‘Dadá o Homem Gol’’. Dono de marcas invejáveis dentro dos gramados ele é o recordista de gols numa só partida, fez dez em 1976 quando jogava pelo Sport (PE). Só de cabeça foram 499 e ao longo da carreira 926 gols.
Dadá Maravilha é o único jogador do Brasil a ser artilheiro por três vezes em Campeonatos Brasileiros. Em 1971 e 1972 jogando pelo Atlético Mineiro e em 1976 pelo Internacional de Porto Alegre.
Dono de uma simpatia ímpar, Dadá Maravilha por onde passa arranca aplausos, é venerado pelo público e dá inúmeros autógrafos. Não foi diferente ontem pela manhã, quando visitou a sede da Folha, em Curitiba. Ele confessa que adora quem o ama e que sempre jogou futebol pensando na alegria que proporciona à torcida.
‘‘Nunca joguei bem, não sabia dar um passe direito mas era predestinado para fazer gols’’, conta. Ele se emociona ao lembrar do gol que deu o primeiro título de campeão brasileiro ao Galo de Minas em 1971: ‘‘Foi o gol mais importante da minha carreira.’’
Dono de frases célebres, a que ele mais gosta é: ‘‘Quem quer vencer não pode ter medo do ridículo’’. Mas uma das frases mais importantes e que ele até hoje luta para colocar no dicionário da Língua Portuguesa é: ‘‘Não me venha com problemática que eu tenho a solucionática’’.
Ele diz que a Seleção Brasileira pode chegar ao pentacampeonato, mas acredita que não será nada fácil. ‘‘Ainda não temos um padrão de jogo e isso pode fazer falta’’, conta, lembrando que nunca uma seleção esteve tão mal preparada para um Mundial. ‘‘Em 70 nós nos preparamos três meses antes da Copa e deu no que deu, um show’’, diz. Segundo Dadá o técnico da seleção não se reciclou e isso pode atrapalhar o rendimento do time. ‘‘O Zagallo parou no tempo. Em 70 ele mandava pedindo, hoje ele pede mandando’’, critica. Para ele, com Zagallo no comando, a seleção tem poucas chances.
Dadá disse ainda que os seus favoritos para a conquista da Copa na França são: Brasil, França, Argentina e Alemanha. Ele teme pelas arbitragens nesta Copa e citou dois exemplos de Copas do Mundo acertadas antecipadamente. ‘‘Em 66 os ingleses fizeram a Copa para eles, em 78 foram os Argentinos e neste ano com toda a fama de Platini que até hoje não ganhou nada para a França, temo que existam outros Castrillis como no Campeonato Paulista deste ano’’, avalia.
Para Dadá a seleção dos seus dos sonhos para a copa é: André (Inter): Zé Carlos (São Paulo), Cléber (Palmeiras), Mauro Galvão (Vasco) e Roberto Carlos (Real Madri); Dunga (Jubilo Iwata), Giovanni (Barcelona), Rivaldo (Barcelona) e Denílson (Betis); Romário (Flamengo) e Ronaldinho (Inter de Milão). Dadá disse ainda que Ronaldinho devia contratá-lo para ser seu treinador de cabeceio: ‘‘Só assim ele será um craque completo’’.

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