Dá Schumacher. Rubinho lembra Senna
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domingo, 11 de maio de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
A Itália está em festa. E a Fórmula 1 comemora. Michael Schumacher usou e abusou do seu enorme talento e venceu de ponta a ponta o 55º GP de Mônaco, disputado ontem sob muita chuva. A loucura dos italianos no Principado só não foi completa, porque Rubens Barrichello pilotou à la Senna, levando sua modesta Stewart-Ford a uma brilhante segunda colocação. O irlandês da Ferrari, a exemplo das duas últimas etapas do campeonato, chegou mais uma vez ao pódio, classificando-se em terceiro. A equipe Williams é a grande perdedora do final de semana: não lidera mais os mundiais de pilotos e de construtores. A disputa pelo título está abertíssima.
A definição da prova começou a ficar clara já antes mesmo dela iniciar. Sem que ninguém soubesse o porquê, Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen tinham os pneus lisos, para asfalto seco, na hora da largada, apesar da chuva. Resultado: Frentzen, que era o pole position, e Villeneuve o terceiro, foram sendo ultrapassados por quase todos os outros pilotos. Quando percebi que não dava para continuar daquele jeito, parei ainda terceira volta para trocar os pneus, disse Jaques, visivelmente abalado por ter perdido a liderança de um campeonato que já parecia irremediavelmente seu depois do GP da Argentina. O acerto mecânico e aerodinâmico da sua Williams visava competir no tempo seco. Não dava para dirigir de tanto que escorregava, explicou Villeneuve, após bater na 16 volta.
A prova privilegiou os pilotos de maior capacidade e, principalmente, que se formaram no kart. O francês Olivier Panis, da Prost Grand Prix, vencedor em 1996, pulou da 12 posição na largada para a quarta no final da corrida. Mika Salo, da Tyrrell, conseguiu o que muitos imaginavam ser impossível ontem na Fórmula 1: completar um GP sem pit stop. Ele foi o quinto colocado, mesmo sem o flap esquerdo do aerofólio dianteiro. Giancarlo Fisichella fechou o ciclo de conquistas italianas na edição de ontem do GP de Mônaco, ao levar a Jordan até o sexto lugar, apesar de ocupar o segundo lugar no início da competição. Optei pelos pneus intermediários (pouca chuva) e me dei mal, contou. Mas show mesmo quem ofereceu foi Rubens Barrichello. Ele concluiu a primeira volta na quinta colocação, embora tivesse largado em décimo. Depois ultrapassou um a um seus adversários, como Ayrton Senna na corrida de 1984. Pedro Paulo Diniz, da Arrows, tinha o ajuste do chassi para tempo seco e rodou ainda na primeira volta, desistindo.
A disputa entre a Goodyear e a Bridgestone, fornecedores de pneus, terminou com mais uma vitória da Goodyear. Os japoneses descobriram que a reação dos norte-americanos foi rápida. A Brisgestone estava com a vantagem no asfalto molhado antes do Mundial começar, pelo verificado nos testes. A Ferrari corre com Goodyear. Rubinho com a Bridgestone.


