Custo vai inibir uso de doping nos Jogos
São pelo menos US$ 7 mil por semana para um atleta de ponta se manter às custas de doping, basicamente eritropoietina (a EPO, que ajuda em provas de longa duração) ou hormônio de crescimento (o GH, que é usado para provas curtas, de explosão). Portanto, para o brasileiro Eduardo de Rose, chefe da equipe médica da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), por razões basicamente econômicas não deverão ser detectadas essas substâncias em Winnipeg. ‘‘Aqui não temos esses superatletas. Os atletas do Pan não têm essa condição financeira.’’ E por outros motivos, mais ligados à área médica - se forem driblados argumentos éticos - tanto a EPO como o GH também não marcarão presença nas próximas Olimpíadas. Segundo o médico brasileiro, o antidoping em Sydney/2000 já deverá ser feito por amostras de sangue, onde essas duas substâncias podem ser detectadas. Em Winnipeg, a maconha será controlada, por decisão finalmente regulamentada pelo Comitê Olímpico Internacional depois que uma medalha de ouro de um atleta norte-americano do snowboard nos Jogos Olímpicos de Inverno de Nagano/98 foi tomada e depois devolvida.

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