Curitiba - Depois de uma semana marcada por batalhas jurídicas com acusações de fraudes, falsificações e tentativas de impugnação de candidaturas, os clubes e ligas amadoras de futebol do estado escolheram ontem, em Curitiba, por meio de uma votação secreta, Hélio Cury como presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Cury venceu a eleição com 66 votos, contra 27 de Rafael Iatauro e Moacir Peralta, que não recebeu voto algum. Nesse total, estão incluídos os votos das 14 ligas que votaram mediante liminares, sendo dois para Cury e 12 para Iatauro.
Cury, que colocou fim a 22 anos de poder de Onaireves Moura à frente da FPF, vai dirigir a federação nos próximos quatro anos e apesar de não estar com a data da sua posse definida, ela deve acontecer até o dia 15 de maio, conforme determina o estatuto da entidade.
Mas se a semana que antecedeu a disputa foi intranquila, na eleição não poderia ser diferente. A eleição chegou a ser interrompida por um oficial de justiça que buscava documentos referentes a um processo que chegava a validar até dez liminares para ligas supostamente eleitoras de Rafael Iatauro.
Durante a semana a chapa de Moacir Peralta chegou a ser impugnada por causa de irregularidades nos documentos entregues à FPF para o registro das chapas. A falta de um documento original suspendeu a inscrição, somente mantida com uma liminar que lhe garantiu a participação. O mesmo caso aconteceu com o candidato Rafael Iatauro, que teve um de seus vices, Paulo Esteves da Silva, denunciado por ter entregue documentos com assinaturas diferentes.
Segundo Cury, que já estava à frente da entidade havia cinco meses, o primeiro passo foi dado. ''Nós já fizemos contatos com a CBF, com o presidente Ricardo Teixeira, para mostrar a ele que há uma nova postura da federação, que ela está sendo tratada com seriedade'', disse.
Cury pretende implementar um novo modelo de gestão, segundo ele, mais transparente e que possa dar respostas imediatas aos problemas que herdou da administração passada, principalmente em relação às dívidas trabalhistas e outras existentes junto aos fornecedores.
Sobre a criação do grupo de 24 clubes do estado, na semana passada, o presidente acredita que, se o objetivo for ajudar a federação e fortalecer o futebol paranaense, a idéia é positiva. '' Queremos unir nossas forças para que o futebol no estado seja tratado da forma devida, com respeito e também muita seriedade'', concluiu.

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