Cury evita promessas e pensa em sanear entidade
Curitiba - Resgatar a credibilidade perdida. Esta é a principal meta de Hélio Cury, atual presidente da FPF, que pretende ser eleito pela primeira vez no próximo dia 18. Cumprindo mandato-tampão de cinco meses depois de conduzido ao cargo por decisão judicial, o candidato evita grandes promessas.
''Não podemos pensar em grandes projetos porque temos uma grande dívida para pagar. O principal projeto é sanar as dívidas e reestruturar a federação, fortalecendo clubes profissionais e amadores'', adianta. Em sua breve experiência no comando da entidade, Cury chegou à conclusão que ela é viável, apesar dos problemas. ''A gente estava com uma situação bem complicada e com uma série de pendências para poder realizar o Estadual. E mesmo com as penhoras e sem poder movimentar contas, organizamos a competição e pagamos em dia todas as contas desde novembro''.
Mas o dirigente defende mudança na fórmula de disputa do Paranaense. ''Temos que reduzir em dois anos o número de participantes na Primeira Divisão para 12 equipes. Assim o campeonato seria condizente com o calendário da CBF e valorizaríamos a Série B. Este ano o Estatuto do Torcedor obriga a manter a fórmula da Divisão de Acesso com oito equipes, enquanto temos 18 interessados na Terceira Divisão'', explica.
Cury pretende também atrair patrocinadores para o Estadual. ''A falta de credibilidade impediu que vendessemos o nome do campeonato a uma empresa por R$ 750 mil. Quando tivermos uma competição fortalecida poderemos negociar a marca pelo dobro deste valor''.
Sobre o Pinheirão, o candidato afirma ser um desvio de função a federação administrar o estádio. ''A melhor solução seria negociar com a prefeitura, para a construção de um ginásio municipal, e aproveitar parte da área para construir um centro comercial. Estas ações trariam recursos para pagarmos dívidas e administrarmos a federação''. (L.B.)





