São Paulo - Talvez a maior vedete do GP Brasil, ontem, a curva 3 de Interlagos passará por reformas. Assessorada por engenheiros da Prefeitura de São Paulo, a administração do autódromo realizou ontem um estudo preliminar sobre a drenagem naquele ponto do circuito. O resultado indicou a necessidade de melhorar o escoamento de água do lado esquerdo da pista, junto à saída dos boxes.
''Teremos que melhorar a drenagem do lado esquerdo, que é mais elevado. Assim, a água não vai mais cruzar a pista e ficar acumulada do lado direito. Com uma pequena intervenção, conseguimos resolver o problema'', disse o engenheiro Júlio Portela Lima, administrador do autódromo.
''Vamos rever o sistema de drenagem. Ali, a área de escape está asfaltada e, com o dilúvio de ontem, não absorveu toda a água. Quando juntou com a água que cruzou a pista, resultou naquilo que vimos'', afirmou.
Domingo, na etapa brasileira da F-1, debaixo de chuva forte, dez pilotos escaparam da pista quando cruzaram o ''rio'' que se formou na curva 3. Seis deles não conseguiram controlar os carros, bateram na barreira de pneus e abandonaram. Entre eles, o pentacampeão Michael Schumacher. Quatro tiveram melhor sorte e puderam voltar para a pista.
A quantidade de acidentes no mesmo trecho deve ser tema do relatório que a FIA enviará à prefeitura até a semana que vem uma praxe da entidade máxima do automobilismo com todos os promotores de corridas.
''A FIA deve pedir o reforço da drenagem'', declarou Ricardo Leyser, coordenador de F-1 da Secretaria Municipal de Esportes.
Ontem, enquanto operários trabalhavam no desmanche do GP Brasil, os últimos pilotos deixaram São Paulo rumo à Europa.
Entre eles, Fernando Alonso, da Renault, que bateu na Reta Oposta e passou a noite hospitalizado. Ele sofreu apenas contusões no cotovelo, coxa e joelho esquerdos e recebeu alta ontem de manhã.
Rubens Barrichello viajou para a Itália. Antes de embarcar, participou do programa ''Mais Você'', da Globo. ''Não vou parar de correr sem ganhar o GP Brasil'', disse.

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