Acontece de 18 a 27 de setembro em Valinhos, São Paulo, o 1º Campeonato Mundial de Futsal para deficientes visuais. O campeonato será dividido em duas categorias, dependendo do grau de deficiência.
Do Paraná saem oito pessoas entre atletas e comissão técnica que farão parte da seleção brasileira. Na categoria B1, o ala Sidney Braga é titular da seleção, na categoria B2 os atletas convocados foram: Antonio de Barros, Sergio Luiz Negreiros Dias, Claudio Evangelista, Charles Pinto. Para a comissão técnica foram convocados, Gui Fernando (massagista), Odair Lara (auxiliar técnico) e Mario Sergio Fortes (chefe de delegação).
Para aqueles que têm deficiência total, ou seja, que não enxergam nada, os chamados B1, vão participar os seguintes países: Costa do Marfim, Grécia, Inglaterra, Espanha, Colômbia, Argentina e Brasil.
Para os B2, que têm deficiência apenas parcial, vão participar do mundial as seguintes seleções: Ilhas Maurício, Bielorússia, Itália, Espanha, Argentina e Brasil. As disputas acontecem em quadra aberta como determina o regulamento da competição medem 40x20 m.
Esse campeonato tem o apoio da Federação Internacional de Desportos para Cegos e a organização da Associação Brasileira de Desportos para cegos. Organização criada em 19 de janeiro de 1984 que tem por objetivo dirigir e difundir o desporto para cegos. Nos 15 anos de existência, a ABDC preparou e compareceu a 4 paraolimpíadas e 2 campeonatos mundiais de atletismo, 1 campeonato mundial de judô, 4 jogos Latino-Americanos e 1 campeonato Pan-Americano, além de diversos jogos abertos.
Na modalidade de futsal, o CBDA já realizou 11 campeonatos brasileiros interclubes. No plano internacional o Brasil já conquistou 2 títulos latino-americanos e 1 pan-americanos. Por ter conquistado o primeiro torneio oficial do continente, o País assumiu a responsabilidade de realizar o 1º Campeonato Mundial de Futebol para Cegos.
Para o telefonista Sidney Braga, que participa da Seleção Brasileira de Futsal há 10 anos, jogar neste mundial além de ser um privilégio é uma nova aventura. ‘‘Sempre me envolvi com o esporte e ele me ajudou a encarar a vida de forma diferente’’, diz. ‘‘O contato com outros deficientes que trazem novas experiências é muito proveitoso’’, conta.
Sidney dá um recado para aqueles que vivem se lamentando com a deficiência: ‘‘Não esqueçam de seus problemas, mas procurem fazer coisas que estimulem o conhecimento e o contato com as outras pessoas’’, diz. ‘‘O esporte é um bom começo, ele integra as pessoas e ainda faz muito bem para saúde’’, recomenda. Sidney salientou ainda que antes de praticar esportes era uma pessoa amarga e infeliz, depois que se dedicou à prática esportiva tudo mudou. ‘‘Sou feliz e aprendi que a vida é muito mais do que eu pensava’’, conta.Espírito olímpicoSidney Braga: ‘O esporte integra as pessoas e faz bem à saúde’Marcos Freitas

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