Curitiba - A bola só rola na Arena da Baixada na próxima segunda-feira, mas o primeiro evento oficial da Copa do Mundo em Curitiba ocorreu ontem, durante a abertura do mundial. Perto de 15 mil pessoas foram à Pedreira Paulo Leminski assistir à vitória do Brasil sobre a Croácia na Fifa FanFest, evento organizado pela entidade em todas as cidades sede da Copa para a população local e visitantes. O evento começou às 12 horas, mas foi na hora do jogo que a Pedreira lotou. As pulseiras de acesso ao local foram distribuídas em apenas três horas na manhã de ontem. A festa acabou com show do sambista Dudu Nobre.
O sol, que voltou a Curitiba depois de quase uma semana e a realização do primeiro evento oficial da Fifa na cidade, motivaram alguns curitibanos a deixar suas casas para assistir ao jogo em um telão de 88 m², num clima de festa, ao lado de milhares de desconhecidos. "Vi na televisão que iria ter esse evento. Nunca tinha vindo nem em um show aqui na Pedreira. Decidimos vir conhecer. Está muito legal. Se tudo correr bem hoje, viremos mais vezes", disse, antes do jogo, o metalúrgico Adriano Silva, que levou a esposa, Naymien Adami e o filho Augusto, de apenas dois anos. A única reclamação da família era com os preços. "Pagamos R$ 40,00 de estacionamento. Um sanduíche custa R$ 13,00. Uma cerveja, R$ 6,00", reclamou.
A euforia antes do início do jogo e a emoção no momento do hino nacional rapidamente deram lugar à apreensão, com a tensão do jogo e o gol da Croácia logo no início da partida. No gol de empate, a Pedreira "explodiu", mas rapidamente o clima de tensão já tomou conta, com os torcedores roendo unhas e coçando a cabeça. Os primeiros gritos de torcida, como o tradicional "sou brasileiro, com muito orgulho", só foram entoados pelos curitibanos após o terceiro gol da seleção.
A estudante Marina Ferreira, que participa de um grupo de intercâmbio social, levou colegas turcos, chineses, peruanos, alemães, belgas, chineses e uruguaios para assistir à seleção na Pedreira. "Tem gente que chegou ontem no Brasil, estou trazendo para eles conhecerem nossa cultura, ver como somos apaixonados por futebol e, aqui em Curitiba, nada melhor que essa festa", comentou.
Entre os amigos de Marina estava o uruguaio Pedro Berton, de 24 anos, que veio trabalhar dois meses com crianças curitibanas em escolas municipais. Com bandeira e camisa da Celeste, ele disse que só torceria para o Brasil ontem, para agradar a amiga. "Até seria legal mais uma final Brasil e Uruguai, mas acho que prefiro que o Brasil seja eliminado antes e o caminho para o Uruguai fique mais tranquilo". Dizendo-se apaixonado por futebol, Pedro vibra ao contar que conseguiu ingresso para a partida entre Austrália e Espanha. "É Copa do Mundo. É a realização de um sonho".

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