Três McLaren F1 GTR e duas Ferrari F40 GTE. Legítimas e prontas para o primeiro duelo no Brasil. Elas e outros 13 carros, das marcas Porsche, Dodge Viper e Callaway Corvette, que disputam o Campeonato Europeu Gran Turismo, fazem hoje uma prova de apresentação em Curitiba, com duração de duas horas. A largada está prevista para as 9h45, no Autódromo Internacional de Curitiba, em Pinhais, na região metropolitana. A Rede Globo mostra a prova ao vivo. Na próxima semana será a vez do Autódromo Nelson Piquet, em Brasília, receber o ‘‘circo’’ do BPR, como é mais conhecida a categoria na Europa.
Mas não é somente a potência e marca dos carros que está chamando a atenção do público. Vários pilotos internacionais participam da prova. Entre eles Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1, que desde a última quinta-feira está em Curitiba, além do brasileiro Maurizio Sala, um especialista em provas de longa duração. Já com a Ferrari estarão o paulista Antônio Hermann e o italiano Max Angeleli e Luiz Garcia Jr. com o também italiano Luciano Della Noce.
Além de correr e dividir o comando de uma das três McLaren com o venezuelano Johnny Cecotto, Piquet é um dos principais responsáveis por trazer a prova para o Brasil. E anuncia: ‘‘No ano que vem ela deverá valer pontos pelo campeonato mundial da categoria’’.
‘‘Acredito que possamos alternar a realização do Gran Turismo, um ano em Curitiba, outro em Brasília. Os dois autódromos receberão inúmeras melhorias e estão dentro dos padrões internacionais que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) exige’’ - disse Piquet.
O piloto confirmou também que já a partir deste final de semana, no autódromo de Brasília, arrendado pelo piloto começaram a acontecer provas de protótipos da BMW. ‘‘É uma parceria que estamos fazendo com a empresa alemã e que irá ajudar a projetar novos pilotos brasileiros’’ - afirmou Piquet.
Sobre a realização de provas internacionais fora do eixo Rio-São Paulo, onde estão os dois principais autódromos do país, e que recebem provas da Fórmula-1, Piquet foi taxativo. ‘‘É bem melhor e muito mais fácil você trabalhar em autódromos privados do que em locais que pertencem ao Estado. Em Brasília gastei R$ 1,2 milhão na reforma do autódromo. Se fosse o governo, eles gastariam dez vezes mais’’ - disse o piloto.
O Autódromo Internacional de Curitiba tem uma pista de 3.707 metros com largura de 15 metros, 30 boxes e 23 camarotes vips.

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