Curitiba vai reunir 'feras' do muay thay
Marcos Freitas
De Curitiba
O Centro de Convenções de Curitiba será palco neste sábado da maior competição de muay thay (boxe tailandês) do Brasil. A 3ª Taça Curitiba de Muay Thay vai reunir os melhores lutadores do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro em oito lutas programadas a partir das 19 horas. Os combates terão cinco rounds de três minutos cada, por um de descanso.
O Paraná tem uma grande identidade com a luta no Brasil. A cidade de Curitiba pode ser considerada a capital brasileira do muay thay. A luta foi trazida há 20 anos pelo professor carioca Nelio Borges e desde aquela época se fortaleceu no cenário nacional. Segundo o presidente da Federação Paranaense de Muay Thay (FDMT), Rudimar Fedrico, no Paraná são mais de dois mil praticantes e no Brasil são aproximadamente 20 mil adeptos.
O boxe tailandês (muay thay) é uma defesa pessoal que foi desenvolvida e testada na Tailândia, seus componentes básicos são os socos, cotoveladas, chutes e joelhadas. A prática se difere muito dos outros estilos de artes marciais, como o karatê e o tae-kwon-do, pois o que é ensinado é treinado no ringue.
Na Tailândia o esporte é tradicional, sendo passado de pai para filho. Muitos aprendem no exército. Os praticantes começam na maioria das vezes entre cinco e sete anos de idade. Este treino intensivo fez dos boxers tailandeses os principais dominantes desta técnica. Para a maioria dos lutadores de artes marciais, o muay thay é superior às outras que se realizam de pé, e que somente os lutadores de chão são mais eficientes.
Em Curitiba pelo menos dois mestres se destacam por lapidar grandes feras dos ringues. Fábio Noguchi e Rudimar Fedrico são os maiores responsáveis pela busca e treinamento de atletas que representam o Paraná em eventos nacionais e internacionais.
Noguchi, da academia Body Planets, treina Vitelmo Kubis Bandeira, o Katel, que em junho ganhou o cinturão de campeão na categoria meio médio (67 kg) por nocaute no primeiro round. Rudimar, que é um dos precurssores do esporte no estado, é proprietário da academia Chute Boxe, onde treinam nomes consagrados do muay thay e também dos torneios de vale-tudo,como é o caso de Wanderley Silva (Bi-campeão brasileiro e campeão mundial de vale-tudo).
Segundo Rudimar, o maior problema encontrado da luta são as academias clandestinas que distorcem a origem e a filosofia do esporte. Nas academias filiadas à Federação sempre pregamos que o esporte não deve incitar a violência gratuita, conta. Na minha academia existem pais e filhos que praticam juntos a luta, diz.
Ele defende a luta como perfeita. pois coloca o atleta diante de uma situação real. Outro ponto favorável, segundo ele, é o condicionamento físico. Os treinos são puxados e os lutadores são tratados como atletas, explica.
Para quem se interessar pelo esporte, as mensalidades não estão salgadas - o preço varia entre R$ 50,00 e R$ 80,00 em Curitiba. Mas Rudimar alerta para que os interessados procurem somente as academias filiadas à Federação. Qualquer dúvida ligue para 0xx41 224 9624.





