Curitiba - Depois de um mês de cobranças e com garantia de financiamento dada pela Fomento Paraná, Curitiba foi mantida como uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Ontem, após visita de uma comitiva da Fifa na Arena da Baixada, o secretário geral da entidade, Jérome Valcke, confirmou a informação pelo twitter e em coletiva de imprensa realizada em Florianópolis, na abertura do workshop de seleções para a Copa do Mundo.
Na rede social, Valcke relembrou os compromissos assumidos, como a garantia financeira para a obra e celeridade nos trabalhos. "Será uma corrida apertada contra o tempo e o esforço coletivo de todas as partes envolvidas em Curitiba deve continuar em ritmo forte". A previsão, agora, é que o estádio seja entregue pronto entre o final de abril e início de maio.
A comitiva da Fifa, liderada pelo consultor para assuntos de estádio da entidade, Charles Bottas, chegou a Curitiba pela manhã e se reuniu com integrantes da prefeitura, do governo do Paraná, do Ministério dos Esportes e da CAP/SA, empresa responsável pelas obras. Após o encontro, Botta visitou o estádio, sem a presença da imprensa. Após a visita, em coletiva de imprensa, o prefeito da capital Gustavo Fruet disse que, no início da tarde, Valcke havia telefonado para ele para confirmar a permanência de Curitiba na Copa.
Segundo Fruet, o objetivo agora é manter as obras em ritmo acelerado para que os trabalhos terminem no prazo para a realização dos quatro jogos do mundial. "A comissão formada por membros da prefeitura, governo e CAP/SA será mantida, com envio de relatórios diários para a Fifa". Após evolução na parte hidráulica, cobertura, gramado e cadeiras do estádio, segundo Fruet, a celeridade deve ser maior também na instalação da rede elétrica.

Recursos
Uma das exigências da Fifa para manter Curitiba na Copa era a garantia de que haveria verba para que a Arena da Baixada fosse concluída. Apesar do pedido feito pelo governo do Estado de financiamento de R$ 250 milhões ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dos quais R$ 65 mi vão ser repassados pela Fomento Paraná ao Atlético Paranaense, o banco ainda não confirmou, até ontem, a liberação do financiamento. Porém, a autarquia poderá repassar a verba de outra fonte de recursos.
A Fomento ainda espera a análise do pedido feito ao BNDES, mas trabalha em diversas frentes para evitar a falta de recursos, caso o BNDES não libere o dinheiro a tempo. Uma auditoria está em tramitação para avaliar o orçamento final da obra repassado pelo Atlético-PR (R$ 330 milhões).
A autarquia informou ainda que trabalha com uma minuta de contrato para garantir o repasse do dinheiro. Esta minuta não comporta o valor da transação nem a fonte da verba, já que o financiamento ainda não foi aprovado. A certeza da autarquia do governo do Estado está no repasse do recurso, independentemente de onde ele venha – ou seja, outra fonte financiadora. Segundo Fruet, os R$ 65 milhões serão liberados ao clube conforme a evolução das obras.
De acordo com Fruet, a meta é evitar que a CAP/SA fique sem dinheiro suficiente para manter o andamento dos trabalhos. "O Atlético-PR agora tem fluxo financeiro normalizado até o começo de março e com esse novo contrato não haverá interrupção".

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