Destaque entre as maiores competições de taekwondo da América Latina, o Brazil Open terá sua 16 edição realizada em Curitiba, no fim de semana. De acordo com os organizadores, a previsão é de que aproximadamente mil atletas participem. Além de brasileiros, lutadores da Argentina, Equador e Paraguai já confirmaram presença.
A competição reúne atletas dos mais diversos níveis e idades, que poderão disputar três modalidades: korugui (luta), poomse (formas) e kopack (quebramento).
No caso da luta, os pontos conquistados pelos competidores no Brazil Open são válidos para o Ranking Nacional, que define quem está apto a disputar uma vaga na seleção brasileira. ''Os classificados participam de uma seletiva na cidade de Aracaju, em dezembro, que irá definir o atletas da seleção de 2012'', explica Flávio Alves, diretor de eventos da Federação Paranaense de Taekwondo.
Estar presente nessa seletiva é a meta do curitibano Diogo Freire, que atualmente treina em Londrina. Ele compete pela categoria de até 80kg e se for campeão no fim de semana já estará com o nome garantido para a seletiva. Dependendo da pontuação de outros atletas, ele também tem chances se obtiver outras colocações, mas é claro que somente a vitória lhe interessa. ''O trabalho que a gente faz é pra ser campeão. É a competição mais difícil do ano, mas estou bem focado nisso'', afirma Freire.
Outro que briga por uma vaga é o atleta rondonense Arthur Gouveia da Luz, de 12 anos. Ele espera conquistar um bom resultado para garantir seu lugar na seleção brasileira infantil. ''Estou bem colocado no ranking e tenho chances de conseguir. Estou bem confiante'', disse o lutador.
Nesta edição, o Brazil Open terá uma novidade. De acordo com Flávio Alves, será a primeira competição brasileira a fazer uso dos coletes eletrônicos para lutas em todas as categorias. O equipamento é utilizado para tornar a marcação de pontos mais precisa. Além do colete, os atletas usam uma meia especial que tem dois sensores, um no peito do pé e outro na sola. ''Esse sistema já está sendo usado em todo o mundo e aos poucos o Brasil também está aderindo. Ele muda um pouco a luta, pois exige mais precisão no golpe do atleta'', explica Alves.

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