O gerente de atividades esportivas da Secretaria Municipal de Esportes de Curitiba, Eros Matoso, não concorda com as cidades que contratam jogadores de outros locais para disputar os Jogos Abertos do Paraná (JAP's). Segundo ele, houve uma banalização dos jogos. Ele afirmou que essa prática de pagar atletas para disputar a competição por outras cidades não é nova e provoca uma distorção na competição.
Para o gerente, os JAP's viraram uma feira. ''A cidade do interior que pagar mais garante os melhores atletas e técnicos, contrariando o espírito de realizar competições entre cidades, os JAP's'', considerou. Devido ao êxodo de atletas, Curitiba optou por não ter representantes na fase final do maior evento amador do Estado. Desde 1993 a capital paranaense não participa dos jogos.''Curitiba deve competir com uma equipe forte, pois o investimento exige bons resultados, o que pode ser prejudicado pela saída de dezenas de atletas'', afirma Matoso.
O diretor da Paraná Esportes, Fernando Sanches, afirmou que a autarquia referenda o que os competidores decidem. ''É uma gestão democrática, em que a maioria decide o que deve ser feito. Se há problemas nessa troca de atletas são os municípios que precisam reparar'', disse Sanches.
Apesar da secretaria não divulgar os nomes, alguns atletas que moram e estudam em Curitiba, trocaram a ''cidadania'' por seis meses de patrocínio, assim como times de voleibol que jogarão por outros locais.

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