Curitiba ganha Museu do Surfe
O primeiro Museu do Surfe do Paraná foi inaugurado ontem em Curitiba. O local fica no calçadão da rua XV de Novembro, na região central da cidade, e abriga ainda uma loja de Surfwear com 100 metros quadrados. Para a inauguração deste espaço cultural dedicado ao mundo do surfe, foi chamado o melhor surfista do Paraná e o brasileiro mais bem colocado no ranking mundial, Petterson Rosa, que distribuiu mais de 200 autógrafos durante as duas horas em que esteve no local.
Segundo o proprietário da loja e um dos idealizadores do projeto, Rodrigo Ribeiro, 24 anos, a idéia é conseguir reunir um acervo grande. Para tanto, ele pede a colaboração dos amantes do surfe que tenham fotos, revistas, roupas ou qualquer objeto que lembre um pouco da história do esporte. Queremos que o passado, o presente e o futuro do surfe sejam preservados, diz Ribeiro. Por isso precisamos da ajuda das pessoas que queiram nos ajudar trazendo qualquer utensílio que retrate um pouco da história do esporte.
Nesta primeira fase do museu estão expostos cerca de 20 itens, que vão desde camisas usadas por surfistas paranaenses em campeonatos no Havaí, passando por velhas bermudas e fotos. No acervo existem ainda relíquias valiosíssimas para o mundo do surfe, como a edição número um da revista Visual Surf, a primeira do gênero no País, que trazia em matéria de capa uma reportagem da Ilha do Mel, que no início dos anos oitenta já era um paraíso para a prática do surfe no Estado.
Para Petterson Rosa, a inauguração do museu abre novos caminhos para que a população conheça e goste um pouco mais do esporte. Aqui tem coisas de que nem eu me lembrava mais, contou, ao ver uma foto sua quando ainda tinha seis anos de idade, mas já ao lado de uma prancha na praia de Matinhos. Petterson disse ainda que ficou muito honrado com o convite para inaugurar o museu. Fiquei amarradão e espero que este lugar vingue; afinal precisamos de espaços como este para contar a nossa história para as outras gerações.Bela PagliosaIdéia radicalPetterson Rosa observa objetos no museu da rua XV: Fiquei amarradão e espero que este lugar vingueMarcos Freitas





