Curitiba e Londrina no clima do penta
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de julho de 1998
Edmundo Inagaki e Nelson Cilo 
Vestida de verde, amarelo, azul e branco, Curitiba atravessou a noite de ontem comemorando a classificação do Brasil para a grande final. A torcida festejou pelos quatro cantos da cidade. Na Avenida Marechal Deodoro, que teve parte de sua extensão interditada pela Polícia Militar, o operador de empilhadeira José Leopoldo de Oliveira Silva, desempregado, exibia orgulhoso sua taça de papel dourado. De joelhos pela avenida, com a bandeira do País em punho, o artista mambembe Carlos Roberto Telles pagava uma promessa, feita às pressas, para o santo goleiro Taffarel. Vou andar ajoelhado até a Boca Maldita.
Montado em sua bicicleta alegórica, o serígrafo José Antônio de Moraes virou atração à parte entre os foliões. Esforçando-se para manter o equilíbrio sobre a magrela multienfeitada de quinquilharias, investimento de R$ 800,00,
Londrina - Quando as duas seleções entraram em campo, os londrinenses que acompanharam tudo nos telões do Dek Café, do Country Club e do Bar Brasil eram o próprio retrato da esperança. No entanto, festa só mesmo depois dos 4 a 2,
A torcedora Mara Tucumantel não resistiu, subiu em uma das mesas do Bar Brasil, despejou a garrafa de champanhe na cabeça e chorou de felicidade nos braços das amigas Camila Guitti, Daniela Zoega e Vânia Reis.
Um grupo de paulistanos - Nelson Rosenthal, Sionei Castilho e Ismar Rachmann - também caiu na farra do Bar Brasil.
No Londrina Country Club, uma inesperada briga provocou um tremendo corre-corre no ambiente. Os seguranças tiveram dificuldades para controlar a pancaria. Um deles, Cirino, nega possíveis agressões aos sócios do clube. A gente precisa segurar pra manter a ordem, contou o segurança. Sem que eu soubesse o motivo, me deram um soco na boca do estômago, reclamou o estudante Luciano Cruz, que recebeu a solidariedade de alguns colegas, também expulsos do local, como Luiz Gustavo de Melo Miguel e Bruno Danez. Acusaram a gente de atirar latinhas de cerveja na cabeça dos outros, o que não é verdade, jurou Luiz Gustavo. É palhaçada...
Na Av. Higienópolis, o samba rolou solto ao ritmo do trio elétrico da Skol.


