Uma bandeira verde acionada diante de 34 pilotos representará às 11 horas de hoje, na reta principal do Autódromo Internacional de Curitiba, mais do que a largada para a nona etapa da Copa Nextel Stock Car V8.
Este será o sinal, para o público da categoria, de que está iniciado o play-off, fase final compreendida pelas quatro últimas corridas do calendário, em que os 10 pilotos classificados seguem competindo, prova a prova, em condições iguais às dos demais 24 inscritos, mas com pontuação distinta pelo sistema de caça ao título.
Os 10 primeiros colocados na pontuação da Stock Car após as oito primeiras corridas seguem na disputa pelo título da Copa Nextel. Eles recebem pontuação diferenciada e, nas quatro corridas do play-off, continuam marcando pontos normalmente, de acordo com suas posições em cada etapa.
Para a disputa do play-off, os pontos acumulados pelos 10 classificados são anulados. Cada um recebe bonificação de 200 pontos, que os isola na corrida ao título. Além disso, cada piloto recebe um acréscimo de pontos referente à sua classificação no campeonato, equivalente à de uma corrida.
Marcos Gomes, líder do campeonato, chega ao play-off com 225 pontos, sendo 200 de bônus e 25 equivalentes ao total atribuído ao vencedor de uma corrida da categoria. Ricardo Maurício soma 220, tendo acrescidos ao bônus os 20 pontos a que o segundo colocado em uma prova tem direito.
Esta é a terceira temporada de prática do play-off na Stock Car V8. Nas duas primeiras, o sistema revelou os dois títulos de Cacá Bueno, que começa a nova disputa em quarto lugar. Popó Bueno, seu irmão, é o décimo. São os dois únicos cariocas na caça ao título.
A grande maioria é paulista - Marcos Gomes, Ricardo Maurício e Thiago Camilo, os três primeiros, além de Átila Abreu, Giuliano Losacco e Allam Khodair, que surgem entre a sexta e a oitava posição. Os outros dois classificados para a disputa pela taça são pilotos residentes no Paraná.
Em quinto está Valdeno Brito, nascido e inscrito pela Paraíba, mas que há mais de três anos reside em Londrina. O nono é paranaense nato - Alceu Feldmann, representante de Curitiba.
"Correr em casa numa prova desta importância é gratificante. E, ao mesmo tempo, um desafio enorme", define Feldmann, piloto da equipe Boettger. "Não sou um dos principais favoritos, o que é bom, porque corro sem pressão. Sei que o título é um sonho distante, mas não vou deixar de lutar por esta taça, o automobilismo é imprevisível. Fé não falta", ele garante.

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