Estando bom para ambas as partes, vai-se tocando a bola. A satisfação impera tanto entre os organizadores da Curitiba International Cup quanto entre os 3 mil atletas que disputam a 8ª edição do torneio este ano. A competição, que começa amanhã será realizada em 11 ginásios da capital paranaense até o dia 17. Ela reúne jogadores de vários estados do Brasil e de países vizinhos, e é considerado um dos maiores eventos do esporte amador no país.
O presidente do comitê organizador da competição, Edgar Hubner, tem uma visão bastante empresarial da competição. ‘‘No começo, o maior desejo era fortalecer o esporte amador. Mas agora também tem o lado financeiro, porque a International Cup tornou-se um negócio rentável’’, explica Hubner. Segundo dados coletados pela Hubner Sport e Marketing, o evento movimentou cerca de R$ 1 milhão na sua última edição.
Muita coisa mudou desde a primeira edição da International Cup, em 94. Na época eram realizados apenas jogos de handebol, uma das paixões de Hubner, que já foi presidente da federação paranaense da modalidade. Atualmente, disputam-se também competições de futsal, basquete e vôlei.
‘‘A inclusão destes esportes deu uma revigorada na competição, e atende melhor um dos nossos grandes públicos, que são as escolas de outros estados. Como elas tinham que enviar um ônibus de qualquer jeito, elas reivindicaram a participação de outras modalidades’’ explica Hubner.
Segundo Hubner, esta adaptação às condições impostas foi fundamental para que a International Cup chegasse à seu 8º ano consecutivo. ‘‘Se precisávamos de transporte, contactávamos uma empresa de táxis e realizávamos uma permuta de carros por divulgação. Muitos esportistas reclamam de falta de patrocínio, mas o que temos hoje no Brasil é falta de planejamento’’ acredita. Com a maioria das parcerias estabelecidas na primeira edição do torneio ainda em vigor, os organizadores acreditam que chegaram próximos a fórmula ideal para o torneio.
Francisco Zaleski de Matos prepara-se para disputar a competição pela 5ª e derradeira vez. Com 19 anos, ex-campeão paranaense de handebol pela equipe de Curitiba não terá mais idade para jogar a International Cup no ano que vem.
‘‘Eu estava sem treinar este ano, e nem tinha time para participar da copa. Quando um amigo meu me chamou para juntar-se ao time deles, pulei de alegria’’, comemora. Francisco pretende se despedir da copa de maneira adequada. ‘‘Vou ficar nos ginásios o dia todo, assistindo os jogos e revendo os amigos que fiz nas outras copas’’, avisa.

mockup