Em uma rodinha se ''parla'' italiano. Na outra, inglês. Espanhol também é comum ouvir. Mas também surgem papos em russo, chinês... Essa reunião multicultural dá o tom no 14º Arthrom Tênis Cup, na fase infanto juvenil, um dos cinco torneios do Brasil que contam pontos para o ranking mundial do esporte. Com tenistas de todos os cantos do mundo, a competição é uma ótima oportunidade para enfrentar atletas de outras escolas sem ter que sair do Brasil.
São quase 400 tenistas de 19 países nas quadras do Londrina Country Club. ''O torneio já virou tradição e atrai inclusive tenistas que estão entre os 100 melhores ranqueados no ITF (ranking mundial)'', aponta Zé Guilherme Danelon, um dos organizadores.
E para continuar crescendo em tamanho e importânica, o torneio precisa mesmo receber cada vez mais atletas do ''Top 100'' do tênis mundial. Hoje, o torneio londrinense é avaliado pela Federação Internacional de Tênis (ITF), como G5 para critérios de pontuação no ranking e o objetivo é elevá-lo a G3, dobrando o número de pontos que os primeiros colocados somam na corrida para ser o melhor em sua categoria. No Brasil, todos os torneios internacionais são nível G5.
Assim, a própria Confederação Brasileira de Tênis (CBT) pede que seus principais atletas participem para elevar o nível e tentar mudar essa avaliação. Entre os convocados no 18 anos estão Karue Sell (89º no ITF) e Augusto Laranja (90º).
''O nível e a organização é de G3, mas o torneio ainda é G5. Mesmo que eu ganhe, não mudo minha colocação no ranking, mas venho por pedido da CBT para fortalecer e tentar fazer desse torneio um G3. Assim, o pessoal de 14 anos, daqui dois ou três anos vai ter um G3 no Brasil para competir sem a necessidade de ir para o exterior'', apontou Sell.
Ele, junto com Laranja e Bruno Santana são favoritos ao título na categoria 18 anos, mas não espera encontrar moleza pela frente. ''Somos favoritos, mas todos que estão aqui jogam bem. Vai ser difícil pegar um jogo tranquilo'', alertou o catarinense.

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