Culpa e responsabilidade
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
RENATO RODRIGUES<br>[email protected] 
Mudou o ano, mudou a diretoria, a comissão técnica e até o treinador. Mas a situação de Pato continua a mesma. Depois de sair vaiado na derrota para o São Bernardo por 1 a 0, no último sábado, o atacante do Corinthians disse que Mano Menezes pediu para ele ficar parado, mas mandou a bola na trave na única chance que teve. A resposta veio minutos depois. No vestiário, o técnico afirmou que o atacante tem de assumir a responsabilidade e não jogar a culpa nos outros em momentos adversos.
As respostas de Mano lembraram as de Tite no segundo semestre de 2013 . o atual técnico foi até mais ríspido e direto. A maioria das perguntas envolvia o astro.
. Ele precisa entender a dificuldade e não passar para os outros. É preciso jogar melhor, trabalhar melhor, ser mais consistente. Ainda mais com o nível de exigência da torcida - afirmou Mano, lembrando o seu antecessor, que repetia que a torcida do Corinthians exige que os jogadores "ralem a bunda no chão e saiam com os calções sujos".
Apesar de ter sido apenas o seu primeiro jogo como titular em 2014, Pato foi de novo vaiado ao ser substituído - o time já perdia por 1 a 0. Pegou pouco na bola, quase não brigou com os zagueiros adversários e evitou divididas mais firmes.
Nos bastidores do clube, havia o interesse na venda de Pato, mas nenhuma proposta chegou, além de uma extraoficial de 8milhões de euros (cerca de R$ 25 milhões), considerada irrisória pela diretoria, que exigia 12 milhões de euros pelos 60% a que tem direito. Os dirigentes decidiram vender o atacante depois do pênalti perdido com cavadinha, contra o Grêmio, pela Copa do Brasil. E deram carta branca ao empresário Giuliano Bertolucci, agente com influência no futebol europeu.
Como as propostas não chegaram e Mano se mostrou otimista com relação ao jogador, a cúpula resolveu apostar de novo. A preferência inicial do técnico, porém, foi por Guerrero. Pato ainda é segunda opção.





