São Paulo - O técnico Cuca pretende ter um elenco mais enxuto no Palmeiras, mas sem perder a variação tática e opções para escalar o seu time ideal. Assim, a prioridade do treinador é contratar jogadores que possam atuar em mais de uma posição, como Róger Guedes e Tchê Tchê.
Róger pode ser opção como atacante pelas pontas e também ajudar na criação de jogadas. Já Tchê Tchê, que se apresenta após a disputa da final do Campeonato Paulista pelo Audax, joga como meia, lateral-direito e volante.
O comandante palmeirense entende que ter um elenco enxuto e versátil também lhe propicia maior controle dos atletas. Diminui, por exemplo, a possibilidade de ter no grupo jogadores insatisfeitos por estarem jogando pouco, como aconteceu com Marcelo Oliveira e Oswaldo de Oliveira recentemente. A diretoria do Palmeiras não fala sobre nomes, mas é esperado que o clube anuncie reforços na semana que vem.
Acostumado a dar entrevistas esbanjando bom humor, o zagueiro Vitor Hugo mais uma vez usou da brincadeira para dar um conselho ao meia Tchê Tchê. O defensor pede que o jogador, que também atua na lateral direita, mude de nome para evitar brincadeiras.
"Eu vi uns jogos dele e o moleque é bom. Fez até um golaço na semifinal (contra o Corinthians) e acho que vai dar muito certo, mas tem que mudar o nome, sim. Tem que vir como Danilo. Esse negócio de Tchê Tchê não dá certo, não. Parece música do Gusttavo Lima", brincou o zagueiro, se referindo a um dos maiores sucessos do cantor sertanejo.

AUDAX RECLAMA
Após acertar a transferência para o Palmeiras, Tchê Tchê foi o tema de uma reclamação do dono do clube, Mário Teixeira. O empresário foi ontem ao treino da equipe no Estádio José Liberatti e, durante o trabalho de aquecimento, entrou no gramado e demonstrou irritação. O técnico Fernando Diniz precisou acalmar o dirigente e o afastar do trabalho do elenco.
A contratação de Tchê Tchê foi fechada na tarde de quinta-feira, véspera do último treino aberto do Audax à imprensa, antes da primeira partida da final do Campeonato Paulista contra o Santos. "Dinheiro nunca foi problema aqui" e "eu sempre dei tudo o que pediram", gritou Mário Teixeira enquanto caminhava pelo campo e tentava se aproximar dos jogadores, irritado com o vazamento da negociação.
O dono do clube fez a aquisição no fim de 2013 por cerca de R$ 30 milhões. Apesar de evitar entrevistas, acompanha o time nos jogos e tem uma relação próxima com os jogadores. Mário Teixeira acabou acalmado pelo técnico e outros jogadores do time após esbravejar contra a transferência. Logo depois, o Audax retomou o trabalho de aquecimento. "Pra gente a saída de jogadores é um motivo de alegria e fortalecimento. Isso não tira o foco do time. Pelo contrário, nosso time foi feito para isso, para que os jogadores crescem profissionalmente e evoluam em suas carreiras como atletas", ponderou o Fernando Diniz.

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