Santos - O medo de perder revelou um outro Cuca na vitória do Santos contra o Internacional, em Porto Alegre, na quarta-feira. Adepto do futebol ofensivo, o técnico abriu mão dos seus conceitos e armou o time na defesa. Até o artilheiro nacional do momento, Kléber Pereira, com 29 gols, foi visto quase sempre perto da linha do meio do campo, cercando meias e atacantes adversários, e poucas vezes perto da área adversária. Na frente, apenas o baixinho e rápido Maikon Leite, autor do único gol da partida.
''Jogamos sem lateral-direito porque QuiÀonez foi meia pela direita. Procurei armar uma equipe equilibrada'', desconversou Cuca. Ele disse que se preocupou em aumentar a altura do time com a entrada de Marcelo para ser o terceiro zagueiro, ao lado de Domingos e Fabiano Eller. ''Na escalação, levei em conta as características de alguns jogadores adversários, a velocidade do adversário e o campo molhado'', acrescentou.
Quando contratou Cuca, há menos de dois meses, os dirigentes imaginaram que dentro de pouco tempo surgiria um time digno da história do Santos, jogando para frente e fazendo muitos gols. Como foram as equipes dirigidas pelo treinador. Porém, na prática saiu tudo errado. No seu primeiro jogo na Vila Belmiro, ele liberou alas, meias e mandou os volantes marcarem mais à frente. O adversário explorou os espaços deixados pelos alas e o resultado foi um desastre: 4 a 0 para o Goiás.
No Sul, o Santos jogou pelo resultado, acuado na defesa, mas saiu de campo com os três pontos. ''Quando o jogo acabou, uma das primeiras coisas que veio à minha cabeça foi que a vitória contra o Internacional compensou a nossa derrota em casa diante do Goiás'', disse Cuca, ontem, no desembarque da delegação no Centro de Treinamento Rei Pelé. ''O sentimento foi de alegria e felicidade porque em quatro jogos ganhamos três'', finalizou.

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