Cubanos mudam feição quando o assunto é deserção
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quinta-feira, 26 de julho de 2007
Folhapress 
Rio - Com jeito alegre e sorridente, os atletas cubanos costumam mudar de feição quando são questionados a respeito dos desertores de seu país nos Jogos Pan-Americanos. A maioria apenas acena com a cabeça e mantém o silêncio. Alguns chegam até a virar as costas.
''O que eu posso falar sobre isso? Nada'', disse Andy Pereira, jogador de tênis de mesa. ''Se decidiram isso é problema deles'', limitou-se a dizer o sempre falante goleiro da seleção de futsal cubana, Wilfredo Carbo.
Quando se manifestam, chegam a ser duros com os conterrâneos, como fez o treinador da seleção de futsal, Elodys Jesús Suarez. ''Quem fez isso não deveria estar aqui com a gente. Não merece a honra de defender as cores do país. O povo cubano nos espera com ansiedade e expectativa'', afirmou. ''O esportista cubano é um herói. É muito bom poder defender o país e vivenciar a energia dos Jogos'', continuou.
Até agora, quatro pessoas da delegação cubana, sendo três atletas, já desertaram no Rio de Janeiro. Os boxeadores Erislandry Lara e Guillermo Rigondeaux foram os últimos, neste final de semana.
O treinador de ginástica Lázaro Lamelas Ramírez e o defensor Rafael Capote, 19 anos, da seleção de handebol, foram os outros. Desde 1991, aproximadamente 80 esportistas cubanos desertaram em competições internacionais.


