Depois que os homens do vôlei brasileiro dançaram o tango argentino nas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos de Sydney, foi a vez das mulheres dançarem o mambo cubano, ontem, na semifinal. Elas perderam o jogo para Cuba por 3 a 2, parciais de 29/27, 19/25, 25/21, 19/25 e 9/15. Agora, às brasileiras resta apenas a disputa pela medalha e bronze, contra os Estados Unidos, às 22h30 de hoje. Cuba e Rússia decidirão o título à 0h30 de amanhã (horário de Brasília).
Na opinião do treinador brasileiro, Bernardo Rezende, o Bernardinho, a partida contra as norte-americanas também promete ser muito dura. ‘‘Elas têm um bloqueio muito eficiente e uma defesa fortíssima. O jogo vai ser muito igual.’’
A atacate Virna, que como todas as outras jogadoras deixou a quadra muito abatida no jogo contra as eternas arqui-rivais, diz que já vai começar a pensar no próximo jogo. ‘‘Vamos ter de encontrar forças para ganhar esta medalha de bronze. Ela vai ser um prêmio para nós por todo o trabalho realizado.’’
O técnico Bernardinho concorda. ‘‘Vamos jogar em busca do melhor. Se o melhor, agora, é o bronze, vamos buscá-lo. Punição ainda maior do que não conseguir o ouro é sair daqui de mãos abanando.’’
Para a jogadora cubana Marta Sanchez, a partida entre Brasil e Cuba seria perfeita para encerrar uma Olimpíada. ‘‘Este seria um belo jogo decisivo. Pena que sempre nos caiba enfrentar o Brasil na semifinal.’’
Mesmo com as palavras da jogadora cubana, Bernardinho reconhece: ‘‘A final entre Cuba e Rússia é muito justa. Os dois times vêm demonstrando muito jogo nos últimos tempos.’’
Brasil e Estados Unidos chegam equilibrados para a disputa do bronze, mas durante o torneio olímpico, o Brasil apresentou melhores resultados. O Brasil venceu seis jogos. Contra o Quênia, a Austrália, a China, a Croácia e Alemanha, por 3 a 0; e contra os Estados Unidos por 3 a 1. A única derrota foi para a equipe cubana, por 3 sets a 2. Já a equipe americana, ganhou cinco dos sete jogos disputados. Elas bateram a China, por 3 a 1, o Quênia, a Croácia e a Austrália, por 3 a 0, e perderam para o Brasil (3 a 1) e para Rússia, na semifinal, por 3 a 2.
Bernardinho – Bernardinho já mostrou competência, ao levar um grupo que não tem estrelas e totalmente renovado em relação à Olimpíada de Atlanta, à disputa da medalha de bronze em Sydney. E agora? Bernardinho vai pensar. Dirige o Rexona até abril, no fim da Superliga, por força de contrato, mas acha que se tornou impossível conciliar clube e seleção.
O trabalho de ‘‘formar uma nova geração’’ para a seleção brasileira, sem contar com jogadoras de muito talento, vai exigir exclusividade. Bernardinho está pensando se continua ou não na seleção.
Bernardinho não vai para os Estados Unidos, como chegou a anunciar sua mulher, a levantadora Fernanda Venturini, que deixa o time do marido, no Paraná, seduzida pelo salário milionário do Vasco.

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