Santos - Já virou rotina. Pela terceira vez no ano, os muros do CT Rei Pelé amanheceram pichados ontem, com palavras de protesto contra o zagueiro Betão, o técnico Emerson Leão e a diretoria do Santos. Agora, no entanto, a Vila Belmiro também foi alvo do vandalismo.
Betão falhou no primeiro gol sofrido na derrota por 2 a 1 para o Rio Preto e, após a partida, reconheceu o erro e tentou acalmar os ânimos da torcida. Desta vez, no entanto, a frase pichada na Vila era mais simples, ao contrário de ''Betão, sinônimo de segunda divisão'': ''Fora Betão''.
Já Leão foi criticado por seu pulso forte: ''Fora Leão Ditador'' estampava a pichação. Na véspera da partida contra o lanterna Rio Preto, o técnico afastou os novatos atacantes Tiago Luís e Alemão por ''falta de profissionalismo''. Já fez o mesmo com o goleiro Fábio Costa, por indisciplina, e é do tipo que não permite sequer a televisão ligada enquanto os atletas estão no refeitório.
A diretoria não se safou da ira da torcida após contratar os estrangeiros Molina, colombiano, QuiÀonez, equatoriano, Trípodi, argentino, e Pinto, chileno, todos questionados pelo próprio Leão. ''Queremos jogadores'', exigia a manifestação dos protestantes.
Na primeira vez em que os muros do CT foram pichados em 2008, após a derrota para a Portuguesa, estréia do Campeonato Paulista, Leão acusou que o vandalismo foi encomendado, sem dizer nomes. Mais tarde, por ocasião da vitória do Grêmio Barueri sobre o Santos, o técnico ironizou os novos atos de protesto, falando que esperava por fatos novos.

mockup