CT do Corinthians conhece segredos do adversário
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quinta-feira, 20 de maio de 1999
Por Arnaldo Ribeiro 
São Paulo, 21 (AE) - "A reposição de bola de Zetti." "A bola parada de Anderson." "O aguerrimento de Narciso." Com grande conhecimento de causa, a comissão técnica do Corinthians vai alertar seus jogadores principalmente para essas três virtudes do adversário deste domingo. Afinal, Oswaldo de Oliveira (o técnico), Antônio Mello (preparador físico) e Paulo César Gusmão (treinador de goleiros) são ex-santistas. Trabalharam na Vila Belmiro em 1997, sob o comando de Wanderley Luxemburgo, e pretendem usufruir desta experiência para levarem vantagem no jogo decisivo desta tarde.
"É verdade que o grupo do Santos foi alterado em cerca de 50%, mas temos conhecimento de alguns detalhes importantes desta equipe; não se trata de procurar algum aspecto negativo a ser explorado e sim alertar o time para os aspectos positivos do adversário", disse o técnico Oswaldo de Oliveira.
Segundo ele, o time deve ter muita atenção no posicionamento quando o lateral-direito Anderson for bater as faltas e os escanteios. Deve evitar também que o goleiro Zetti tenha facilidade na saída de bola, com as mãos ou com os pés. Por fim, deve ter um cuidado especial com o volante Narciso. "Ele cresce muito nos clássicos, disse. Além desses jogadores, Oswaldo trabalhou com Jean, Caíco e Alessandro na sua passagem pela Vila.
O técnico corintiano e seus colegas de comissão, que seguiram Wanderley Luxemburgo quando ele trocou o Santos pelo Corinthians no início do ano passado, sabem, no entanto, que as orientações não significam que o Corinthians estará imune às qualidades do Santos no Morumbi. "Nós podemos fazer uma previsão, alertar; mas, às vezes, você avisa, avisa, mostra, mostra, treina, treina e, na hora do jogo, o improviso do adversário te surpreende, disse Paulo César Gusmão, treinador de goleiros.
Ele ressaltou que a reposição de bola de Zetti é a principal preocupação corintiana. "Ele é capaz de iniciar um contra-ataque mortal; costuma lançar o Narciso, que passa para o Anderson entrar em diagonal.
O consultor Valdir de Moraes, que não trabalhou no Santos, mas treinou Zetti durante muito tempo no São Paulo, concorda. "Eu me lembro bem que 7 a 8 gols daquele São Paulo bicampeão mundial
de 92 e 93, saíram das mãos ou dos pés do Zetti, contou. Assim, por incrível que pareça, até o goleiro adversário os corintianos terão de marcar no clássico de hoje.


