Belo Horizonte, 03 (AE) - O Cruzeiro conquistou a vice-liderança do Campeonato Brasileiro, hoje, ao vencer o Vasco por 2 a 1, no Mineirão. Com o resultado, o time mineiro chegou aos 38 pontos, três a mais que o agora terceiro colocado Vasco.
Continuou, no entanto, a três pontos do líder Corinthians, que também hoje bateu o Grêmio, em Porto Algre, por 3 a 0. O jogo significou a quebra de um tabu de oito anos, tempo em que o Cruzeiro não derrotava o Vasco, em Belo Horizonte.
O técnico cruzeirense Levir Culpi surpreendeu a todos com a escalação da equipe, anunciada nos vestiários, abandonando o 4-4-3 que adotou nos dois últimos compromissos e reativando o polêmico 3-5-2. Ao invés de jogar com três atacantes, como vinha fazendo, Levir colocou três zagueiros em campo.
Paulo Isidoro, que atuaria na frente, ficou no banco e o lateral André Luiz entrou como ponta-esquerda.
O treinador do Vasco, Antônio Lopes, que já não contava com Edmundo e Felipe, não alterou o grupo, mas traçou um novo esquema tático, com reforço da marcação. Na etapa inicial, o jogo teve muitas faltas - antes dos cinco minutos, o zagueiro Mauro Galvão já recebera o primeiro cartão amarelo dos 10 que seriam distribuídos. O time carioca, com forte pegada, tinha maior domínio no meio de campo, mas nem ele nem o adversário tiveram grandes chances de gol, pelo menos até os 30 minutos.
Aos poucos, no entanto, o Cruzeiro foi vencendo a forte marcação vascaína e, com o apoio da torcida, abriu o marcador. Aos 35 minutos, André Luiz desceu em diagonal, da intermediária para o setor esquerdo do ataque. Ele livrou-se do marcador, invadiu a área e bateu forte, por baixo das pernas de Mauro Galvão. A bola foi no canto esquerdo de Carlos Germano - 1 a 0. Logo depois, Levir Culpi sacou o zagueiro Espínola, que reclamava de contusão, e colocou o volante Marcos Paulo.
Aos 38, o meio-campista, ainda frio, foi driblado facilmente por Juninho, que chegou rente à linha de escanteio, pela direita
e cruzou para Donizete, na entrada da pequena área. O atacante do Vasco chutou colocado, no canto direito de André, igualando o marcador. Dois minutos depois, no entanto, o Cruzeiro ampliou de pênalti, sofrido por Gustavo e bem cobrado por Valdo.
Garmano, que derrubou o lateral cruzeirense, ainda recebeu cartão amarelo.
No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com Donizete Amorim no lugar de André Luiz e o Vasco entrou em campo sem Mauro Galvão, contundido e substituído pelo também zagueiro Henrique. O time carioca buscou o empate e quase atingiu o objetivo aos 16. Juninho cobrou bem falta cometida por Isaías. A bola pegou na trave e, na volta, Marcelo Djian salvou o Cruzeiro, ficando com o rebote.
Aos 20, Donizete esteve para marcar o segundo dele na partida - não fosse grande defesa de André. Em resposta à pressão, Levir colocou o atacante Alex Alves, um dos artilheiros do Brasileiro, com 16 gols, no lugar de Marcelo Ramos. O Vasco, no entanto, continuou pressionando e perdeu pelo menos três gols, até o apito final. Nos descontos, os cruzeirenses ainda reclamaram um pênalti em Alex Alves. CRUZEIRO 2 VASCO 1 GOLS: André Luiz, aos 35, Donizete, aos 38, Valdo, aos 42 do 1º tempo. CRUZEIRO: André, Gustavo, Marcelo Djian, Espínola (Marcos Paulo, aos 37 do 1º tempo), Isaías; Donizete Oliveira, Ricadinho, Valdo
Muller; Marcelo Ramos (Alex Alves, aos 23 do 2º tempo), André Luiz (Donizete Amorim, no intervalo). Técnico: Levir Culpi. VASCO: Carlos Germano, Paulo César (Maricá, aos 17 do 2º tempo), Odvan, Mauro Galvão (Henrique, no intervalo), Flavinho; Nasa, Amaral, Ramón, Juninho; Viola, Donizete. Técnico: Antônio Lopes. Cartão amarelos: Mauro Galvão, Carlos Germano, Odvan, Ramon, Donizete, Juninho, Nasa (Vasco), Espínola, André Luiz, Isaías (Cruzeiro). Renda: R$ 183.390,50 Público: 25.875 pagantes. Juiz: Carlos Eugênio Simon (RS) Local: Mineirão, 21h40.

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