Belo Horizonte, 03 (AE) - Logo depois do anúncio de que Dida não joga mais no Cruzeiro - o jogador está acertando, por conta própria, sua transferência para o futebol italiano -, a diretoria do clube mineiro iniciou as negociações para trazer de volta a Belo Horizonte o goleiro Cláudio Taffarel, de 30 anos. Segundo a diretoria do Cruzeiro, o primeiro contato com o jogador, que no segundo semestre de 1998, após três anos e meio, deixou o Atlético-MG para atuar no Galatasaray, da Turquia, foi feito na terça-feira à noite, por telefone.
"Ele ficou bastante empolgado com a possibilidade de atuar no Cruzeiro e de voltar com a família para o Brasil", afirmou, hoje à tarde, o assessor da presidência do clube mineiro, Valdir Barbosa. "Garantiu também que acionaria um procurador para conhecer em detalhes as condições e os custos de uma eventual saída junto aos dirigentes da sua equipe", acrescentou. Taffarel, dono do passe, assinou contrato de três anos com o Galatasary, período no qual receberia US$ 2 milhões, entre aluguel, luvas e salários.
Nos últimos meses, porém, o goleiro estaria vivendo dificuldades, junto com seus colegas de elenco, em razão da delicada situação financeira do clube turco. "Soubemos pela imprensa que até greve os jogadores do Galatasaray já realizaram", lembrou Barbosa. Embora ainda não seja possível confirmar a vinda de Taffarel - já que nem o salário do goleiro foi discutido -, a especulação sobre a transferência deixou animado o técnico do Cruzeiro, Levir Culpi.
"Não há dúvida de que seria um grande reforço para a nossa equipe", disse o treinador, que conta no grupo com estrelas como o atacante Muller, os meias Valdo e Djair e o lateral-esquerdo André Luís, ex-são paulino vindo do Tenerife, da Espanha. "Taffarel seria ideal para o Cruzeiro", completou Culpi.
Já o goleiro Dida continuava, hoje, irredutível na decisão de trocar o Cruzeiro pelo Milan. Até às 16hs, no entanto, no empresário italiano que intermedia a negociação, Oscar Damiani, não havia entrado em contato com os dirigentes mineiros para acertar o valor do passe do jogador. O vice-presidente Alvimar Perrella avisou que Dida só deixa a equipe por US$ 4,5 milhões, 66% a mais do que foi oferecido (US$ 2,7 milhões). Se houver impasse, o caso pode ir para na Fifa, que ficaria imcumbida de fixar o valor da transação.

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