Cruzeiro quer ser modelo no futebol
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sexta-feira, 05 de dezembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Os irmãos Perrella, Zezé e Alvimar, querem fazer do Cruzeiro modelo de excelência do futebol brasileiro. Estão no poder há mais de oito anos. A dinastia começou com Zezé, o mais velho. Eleito em 1994, ficou até 2002, quando passou a presidência a Alvimar, em legítimas eleições. ''Quando assumi o Cruzeiro, o clube tinha apenas um computador. Hoje, o patrimônio é imenso. O clube é uma grife'', orgulha-se Zezé, um dos condutores do título brasileiro perseguido havia 32 anos.
É mais que uma grife. Os números impressionam. Na área de 90 mil metros quadrados, no rico bairro da Pampulha, foi construída a Toca II, um centro de treinamento erguido a peso de ouro. ''Receita simples: vendemos jogadores e construímos isso aqui'', diz Zezé, enquanto aponta para um dos quatro campos do CT, que ainda tem hotel, centro de fisiologia e fisioterapia, quadras, escritórios - estrutura de dar inveja aos europeus.
O dinheiro saiu de parte das vendas de Fábio Júnior (US$ 15 milhões), Alex Alves (US$ 7,5 milhões), Evanílson (US$ 7 milhões) e outros. ''A Hicks Muse (fundo de pensão norte-americano) entrou com US$ 2 milhões'', ressalta Zezé. Parte do dinheiro foi usada na construção do prédio da administração de todos os setores do clube - oito andares no centro de BH.
Não é só isso. O clube tem ainda a Toca da Raposa I, um dos primeiros CTs construídos no Brasil, onde ficam os meninos das categorias de base. ''Temos escola de primeiro e segundo graus dentro da Toca. Já formamos uma turma. Na segunda, que cola grau no final do ano, o goleiro Gomes será o paraninfo.''


