Belo Horizonte - O diretor de futebol do Cruzeiro, Dimas Fonseca, garantiu que o pedido de aumento de equiparação de seu salário à oferta do Corinthians, feito por Montillo ao presidente Gilvan Tavares, não altera a situação do jogador, que somente será negociado por uma proposta mínima de 15 milhões de euros. Ele negou a reabertura de negociação com o Corinthians ou com qualquer outro clube.
O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, manifestou desconfiança em relação aos valores da proposta salarial apresentada pelo Corinthians ao meia Montillo e que mexeu com a cabeça do jogador, como ele próprio já admitiu publicamente. Depois de dizer que são valores ''irreais'' para o futebol brasileiro, o mandatário celeste desafiou: ''Na hora de assinar o contrato queria ver se realmente eles iriam pagar aquilo tudo''.
''A situação com o Corinthians, com o São Paulo e com qualquer outro clube é clara, com relação ao Montillo. Os valores tomados não foram e não serão mudados'', destacou. ''Pode-se retomar amanhã, depois, no momento que seja, mas desde que qualquer clube pague o valor que o Cruzeiro estipulou'', acrescentou Dimas Fonseca.
Segundo ele, a última conversa com o Corinthians foi em 4 de janeiro, quando o diretor de futebol adjunto Duílio Monteiro veio a Belo Horizonte e foi feita a proposta de 8,3 milhões. Depois disso, houve uma especulação de que o Corinthians poderia aumentar a oferta.
''Chegou a ser especulado nesse sentido, de que pudesse completar os valores como seria mais ou menos o que o São Paulo ofereceu, 10 milhões de euros mais três jogadores. Ficaram de apresentar nova proposta, mas ela não veio'', afirmou Dimas Fonseca.

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