Belo Horizonte - O presidente do Cruzeiro, José Perrella de Oliveira Costa, insistiu ontem que, caso a Hicks Muse Tate & Furst, co-gestora do clube há dois anos, abandone o negócio, a finanças da equipe não serão abaladas. De acordo com Perrella, a administração do Cruzeiro ‘‘não tem dependência da Hicks como tem o Corinthians’’, o outro clube com o qual o grupo norte-americano tem parceria no País, e está preparada para a eventualidade de encerramento do contrato.
‘‘Na maioria dos jogadores do Corinthians, a Hicks tem 50% dos passes. No Cruzeiro, eles têm participação apenas no Sorín (lateral argentino, que estaria sendo negociado com a Lazio), o resto dos atletas é todo nosso’’, disse. ‘‘Além disso, todas as despesas do Cruzeiro passam primeiro por nós; fazemos nossos compromissos e a Hicks faz somente a complementação’’, disse o dirigente.
Perrela informou que, sem a Hicks, o Cruzeiro deixaria de receber ‘‘algo em torno de R$ 300 mil ou R$ 400 mil por mês’’, déficit que seria facilmente contornável. ‘‘Até porque adequamos nossas despesas e temos hoje um time bem mais barato que o do ano passado’’, explicou. Perrella disse ainda que está esperando, para breve, um pronunciamento final da Hicks sobre a saída ou a permanência do grupo no clube mineiro. ‘‘Se for para a frente (a parceria), ótimo; se não for, não vai fazer diferença.’’

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