São Paulo - Se depender da história recente do confronto entre São Paulo e Cruzeiro, o torcedor são-paulino já pode ir afinando o grito de campeão. Afinal, os mineiros têm sido um adversário que traz apenas bons presságios à equipe do Morumbi. Títulos, recordes, invencibilidade... Tudo tem acontecido diante justamente da Raposa, rival de amanhã.
A vantagem de 11 pontos (64 a 53) é apenas um aperitivo. A 'freguesia' vai muito além. A começar pelo Brasileiro do ano passado. No dia 26 de novembro, o Cruzeiro foi o coadjuvante que o São Paulo havia pedido para a comemoração do quarto título brasileiro, conquistado uma rodada antes, diante do Atlético Paranaense.
Os mineiros bem que tentaram estragar a festa, mas o esforço foi em vão. Em um domingo de muita chuva, o Morumbi explodiu em alegria graças ao zagueiro Fabão, atualmente no Kashima Antlers, e ao capitão Rogério Ceni, em mais uma de suas cobranças precisas de falta. Pobre Fábio, goleiro cruzeirense que já levou quatro gols de Ceni.
Antes do gol da festa, o rival já havia sido vítima de Rogério no encontro do primeiro turno. Outro jogo que ficou marcado: depois de abrirem 2 a 0, os mineiros viram Rogério Ceni roubar a cena. Primeiro, defendendo um pênalti, e, na sequência, marcando dois gols - um de falta e um de pênalti - e entrando para a história como o maior goleiro artilheiro de todos os tempos (64 gols). Hoje, o capitão já tem 76 e amanhã, recuperado de lesão, reencontrará o Cruzeiro e Fábio.

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