O Cruzeiro ganhou o título do primeiro turno do Campeonato Brasileiro com duas rodadas de antecipação. O estilo mineiro, comendo pelas beiradas, não combina com o atual campeão nacional que a cada dia se fortalece para o bi do Brasileirão, coisa que seria inédita para o estado de Minas. Até mesmo quando o adversário tem um pênalti no último lance, como aconteceu ontem no Serra Dourada, a sorte fica ao lado.
A Raposa não toma conhecimento dos seus adversários independente da tradição ou posição na tabela. O elenco com diversas opções faz o técnico Marcelo Oliveira se dar ao luxo de poder preservar o artilheiro Ricardo Goulart. A Raposa já está sete pontos à frente do São Paulo.
Muricy Ramalho já tirou diferença maior em 2008 para o Grêmio e mesmo embalado por quatro vitórias seguidas a tarefa de agora é mais árdua. As estrelas tricolores estão dando conta do recado, mas o conjunto mineiro faz muita diferença para um campeonato longo de pontos corridos que exige um elenco qualificado e não quantificado. Por isso tamanha diferença na tabela.

MAIS TROCA NO BANCO


Celso Roth foi o décimo quarto técnico a perder o emprego na atual edição do Campeonato Brasileiro em 17 rodadas disputadas até agora. A diretoria do Coxa foi atrás de Marquinhos Santos, velho conhecido do torcedor para evitar a queda.
Em Salvador, Ney Franco está de volta ao Vitória apesar do péssimo aproveitamento pelo próprio Leão e depois como técnico do Flamengo.
Os dirigentes cada vez mais correm atrás do próprio rabo na tentativa de mudar a fase de seus clubes. Tirar quem está no cargo é quase sempre a primeira opção e recorrer a pessoas que não deram certo lá atrás é a saída imediata. Uma alternativa para diminuir tantas trocas é limitar o número de rodadas assim como é feito com os jogadores. Mas isso hoje é utopia, infelizmente.

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