Belo Horizonte - Há algo de ''podre'' no reino da Tríplice Coroa. Ainda sem repetir o vitorioso futebol exibido na temporada passada, o Cruzeiro resolveu remexer nas suas feridas para tentar explicar a fase de instabilidade. O primeiro a se manifestar foi o técnico Vanderlei Luxemburgo, que botou a boca no trombone após o empate sem gols com o Uberaba, quarta-feira, no Mineirão.
''Sinto um ambiente de trabalho ruim e desconfortável no Cruzeiro. Falta sintonia entre todos, não temos mais o bom ambiente de 2003'', disse Luxa.
De forma enigmática, o meia Alex deixou entender que um dos problemas do time é o atraso, por parte da diretoria, no pagamento da premiação pela conquista do Brasileiro do ano passado. ''Existem algumas situações pendentes, algumas arestas, que estão dificultando o nosso rendimento''.
A declaração do camisa 10 irritou o vice-presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella. Ele admitiu que a premiação ainda não foi paga, mas afirmou não aceitar a argumentação de Alex como desculpa pela fase instável da equipe. ''Não é surpresa que ainda não pagamos o prêmio. Parcelamos em seis vezes. Estou rebatendo o que o Alex disse porque não aceito que o problema do time seja esse. Não existe crise por causa disso''.
O valor médio do prêmio prometido a cada jogador pela conquista do Brasileiro foi de R$ 80 mil. Em dificuldade para a arcar com o compromisso, o Cruzeiro propôs a divisão em seis parcelas, o que foi aceito pelo grupo e pela comissão técnica. O problema, porém, é que nem a primeira parcela teria sido quitada.

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