Londrina - Segunda, terça ou quinta-feira. O dia da semana não importa, porque chova ou faça sol a dificuldade é sempre a mesma: arrumar quórum para conseguir fazer a "pelada" semanal com os amigos do jornal. Essa é a batalha sofrida que os jornalistas da FOLHA enfrentam a cada vez que querem bater uma bolinha à noite, para colocar as canelas e o "preparo físico" em dia.
A peregrinação começa cedo, quando o responsável pela pelada - que é sempre um dos que trabalha na Editoria de Esporte - respira fundo, toma coragem e pega o telefone para iniciar uma romaria de ligações, que só terminará quando o quórum de 16 peladeiros for atingido.
Mas até lá muita água irá rolar, porque o calvário é longo. A lista de nomes é infindável - entre aqueles que são fiéis e os que algum dia já participaram do rachão, a relação chega a 42 nomes. Mas não pense que por isso o trabalho de recrutamento é fácil. O agenciador da pelada recebe um não atrás do outro, mas não pode desanimar, afinal o "dever" de jogar naquele dia é sagrado.
Os "nãos" são pelos mais diversos motivos: um porque está lesionado - o que não é incomum, já que alguns vivem fora de forma - outro porque tem que sair com a namorada justamente naquele dia, outro ainda porque a patroa não quer que saia para jogar às 10 da noite, outros porque estão viajando ou cheios de trabalho. Isso fora aqueles que estão em férias, o que limita ainda mais o quórum.
Mas enfim chega o número de 16 "atletas" e a pelada está fechada para que cada um possa desfilar o seu talento à noite. Todo esse trabalho hercúleo não seria necessário se a equipe contasse com os serviços de ‘Seo’ Fernando (o organizador de jogos de Londrina), que se encarregaria de tudo: arrumar o campo e os jogadores. Porém a pelada da FOLHA terá que continuar na mão dos insistentes repórteres, já que não se encaixa no perfil dos jogos marcados por Fernando, que só agencia jogos "pra valer" e de uma equipe contra outra.

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