Salvador - O pai do brasileiro naturalizado croata Sammir, convocado para a seleção de seu novo país, Adaílton César Santos Campos, de 53 anos, não escondia a ansiedade pelo encontro com o filho, na tarde desta terça-feira, no aeroporto de Salvador. "Faz três anos que não o vejo", disse o atual segurança, mas que foi atacante do Bahia nos anos 1980. "Quero dar um abraço forte nele, dar os parabéns pela convocação e desejar boa sorte."
Vestido com a camisa da seleção croata, Campos, que levou outros familiares e uma faixa de boas-vindas ao filho, porém, teve a expectativa frustrada. Sammir, junto com os outros integrantes da delegação, desembarcou do avião da TAP que pousou na capital baiana às 16h15, após 14 horas de viagem, e, ainda na pista de pouso, entrou em um ônibus que levou o grupo para a Praia do Forte, no município de Mata de São João, a 60 quilômetros dali, onde a seleção croata ficará hospedada até o fim de sua participação na Copa do Mundo.
"Ficamos frustrados, mas vamos tentar ir até a Praia do Forte amanhã (quarta) para dar o abraço nele", disse Campos, que admitiu que vai torcer pela Croácia contra o Brasil, na partida que abre a Copa do Mundo, no dia 12. "É uma situação difícil, somos brasileiros, mas não tem como torcer contra o meu filho", disse.

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