Alemanha tentará hoje, contra a Croácia, apagar a afronta sofrida há quatro anos nos Estados Unidos, quando foi eliminada da competição pela modesta equipe da Bulgária. ‘‘Será nossa partida mais importante do Mundial’’, assegura o treinador Berti Vogts. Nesta partida paira também o fantasma das quartas-de-final da Eurocopa de 1996: os croatas esperam ajustar velhas contas com os alemães, que os eliminaram por 2 a 1.
A derrota para a Bulgária em 94 (2 a 1) causou um autêntico terremoto na Alemanha. Vogts quis oferecer sua cabeça, mas o chanceler Helmut Kohl o dissuadiu. ‘‘Todos estavam eufóricos e já falavam da semifinal contra a Itália. Ninguém dizia uma palavra da Bulgária’’, lembra Vogts. ‘‘Desta vez, o clima reinante na delegação alemã é muito diferente. Estamos muito concentrados’’, disse Vogts.
Também os croatas têm bem viva na lembrança sua eliminação na Eurocopa-96, ao término de uma partida classificada de ‘‘suja’’, devido às agressões, contusões, uma expulsão (Stimac) e o perdão concedido a Klinsmann pelo árbitro, que não viu sua agressão.
Klinsmann, Stimac e a maioria dos protagonistas daquele jogo se reencontrarão hoje. E alguns, como Asanovic, não escondem a gana de uma desforra: ‘‘Rezamos todos para que a Alemanha vencesse o México, pois assim poderíamos ter nossa revanche.’’
‘‘Vão tentar provocar-nos, mas devemos dominar os nervos’’, assinala o treinador alemão.
A guerra verbal foi declarada quando Klinsmann afirmou que ‘‘a vitória depende somente de nós’’ e quando o treinador croata Miroslav Blazevic assinalou que ‘‘os alemães não têm a menor chance’’.

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