Rio, 23 (AE) - O espanhol Alex Crivillé, 11.º no grid de largada, pode acabar com um jejum de 17 anos sem título de pilotos europeus no Mundial de Motovelocidade da categoria 500 cilindradas no GP Rio, amanhã, às 11h15, no Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, zona oeste. Ele precisa chegar entre os dez primeiros para confirmar o seu favoritismo e ganhar o campeonato. Se Crivillé quer o título, o brasileiro Alexandre Barros tem a sua grande oportunidade de vencer no Brasil, pois larga em terceiro no grid. "Gosto da pressão da torcida por uma vitória, me incentiva ", disse o brasileiro.
No treino de ontem, o duelo entre Barros e o norte-americano Kenny Roberts se repetiu, mas, desta vez, o piloto estrangeiro ficou na frente. Assim como aconteceu na sexta-feira, a a disputa foi decidida nos últimos minutos. Quando faltavam 4m40 para acabar o treino e o brasileiro detinha a pole-position, Roberts conseguiu o melhor tempo do dia, 1m52s227, e garantiu o primeiro lugar no grid. A 1m24 do final, o espanhol Sete Gibernau também superou Barros, completando uma volta em 1m52s552.
"Foi um pena perder duas posições no final", afirmou o brasileiro. Apesar disso, essa é a melhor colocação de Barros em um grid do GP Rio, ele já tinha largado em quarto, na corrida de 1995. Para o brasileiro, se ontem tivesse chovido, dificilmente alguém conseguiria superar o seu tempo de sexta-feira.
Na 11.ª colocação do grid, Crivillé explicou que não conseguiu um tempo mais baixo porque ainda sente dores no pulso esquerdo, que está machucado. "A pista possui ondulações e curvas que exigem de meu pulso machucado", afirmou. O espanhol contou que, agora, terá de conseguir largar bem, para ficar próximo do título. "Claro que quero definir o campeonato amanhã." Segundo o espanhol, o pulso machucado não é o seu único problema, pois ele reclamou do desempenho de sua moto também.
"Preciso melhorar o acerto da moto e escolher bons pneus para a corrida", observou. Caso conquiste o Mundial de 500 cc, Crivillé vai acabar 0com a supremacia do australiano Micheal Doohan, que ganhou os último cinco títulos da categoria. Doohan sofreu um acidente no início do ano e não pôde mais voltar a correr.
Por causa dos treinos realizados em agosto, Barros conta com uma moto mais adaptada ao circuito carioca e, por isso, acredita ter boas chances de vencer. "Tenho uma máquina em condições de chegar a vitória", garantiu. Ele disse que não está preocupado com o tempo, pois a moto tem rendido tanto na pista molhada, quanto na seca.
A previsão do serviço metereológico do GP Rio é de que a corrida ocorra sob sol, pois a frente fria que estava sobre a cidade deslocou-se para o norte. Segundo o serviço, ventos fortes foram os responsáveis pela modificação no tempo. Há possibilidades de chuva apenas no fim da tarde, quando já terão acabados todas as provas.
250 cc - Na categoria 250 cc, o francês Olivier Jaque larga na pole, depois de conseguir marcar o tempo de 1m54s072. Líder do campeonato e favorito ao título, o italiano Valentino Rossi, ocupará a segunda posição no grid. Para conquistar o campeonato, Rossi precisa chegar entre os 13 primeiros.

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