Um dos mais criticados jogadores da seleção na França garante que não se abala com as vaias que recebeu em alguns jogos. Bebeto, que participa de sua terceira Copa do Mundo, diz que tem consciência de seu papel e entende por que Zagallo o tem substituído sistematicamente, para a entrada de Denílson.
‘‘Acho que estou bem, mas entendo que, a partir de um determinado momento do jogo, o time precisa ter uma variação tática’’, afirma. Talvez para evitar interpretações negativas, Zagallo, sempre que substitui Bebeto, faz questão de recebê-lo no banco e de abraçá-lo. Diante da Dinamarca, anteontem, deu um beijo no jogador. Vizinhos no Rio, eles são muito amigos. A mulher do treinador, Alcina, costuma fazer compras junto com a do craque, Denise.
Para Bebeto, que já tem tantos gols nesta Copa (três) quanto na dos Estados Unidos, com dois jogos a menos do que há quatro anos agradece a Deus a fase atual. ‘‘Com a forte marcação feita em cima do Ronaldinho, eu procuro fazer uma movimentação forte para abrir espaços, e ele tem me servido muito bem, como aconteceu contra a Dinamarca’’. Religioso, o atacante procura, nas reuniões de oração com alguns companheiros, no Chateau de Grande Romaine, buscar forçar para manter-se motivado e tranquilo. ‘‘A presença de Deus é muito grande em minha vida’’.
O companheiro de Ronaldinho lembra a primeira vez em que atuaram juntos, há três anos, querendo demonstrar que tem participação no fato de o parceiro ter-se firmado na seleção. ‘‘Foi no amistoso contra o Uruguai, em 95, em Salvador’’, recorda. ‘‘Na época, disse que iria consagrar o Ronaldinho e ele marcou os dois gols da nossa vitória, com dois passes meus’’.
Bebeto assegura que não se abala com a manifestação da torcida e da imprensa em favor de sua substituição por Denílson. ‘‘Isso é coisa de uma minoria’’, afirma. ‘‘A torcida gosta de mim, ela sempre me apoiou, desde que comecei a jogar na seleção’’, garante Bebeto.

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