Críticas de Parreira repercutem mal na seleção
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Gazeta Press 
Teresópolis - Campeão do mundo dirigindo a seleção brasileira em 1994, mas considerado um dos culpados pelo fracasso na Copa da Alemanha em 2006, Carlos Alberto Parreira, atual comandante da África do Sul, sede do próximo Mundial, causou polêmica ao afirmar que ''falta um homem-gol'' à seleção brasileira comandada por Dunga.
''Vai começar as Eliminatórias e falta o Dunga definir o homem gol. Os sete gols que o Afonso fez não são suficientes para transformá-lo em um novo Ronaldo. O Ronaldo é uma referência e o Afonso apenas uma esperança'', alertou Parreira.
Ontem, antes da realização do treino coletivo, que curiosamente terminou empatado por 1 a 1 com gols marcados pelos atuais ''homens-gol'' do grupo (Vagner Love e Afonso), alguns dos jogadores, entre eles o próprio Afonso, rebateram as declarações de Parreira. ''Basta ver os números. Temos tido um bom aproveitamento'', sintetizou o atacante do Heerenveen, da Holanda, autor de sete gols em sua última partida pelo Campeonato Nacional.
''Não podemos duvidar de um jogador que faz tantos gols'', emendou Kaká, referindo-se justamente a Afonso. ''O Ronaldo era indiscutível, mas o Dunga tem boas opções para escalar em suas mãos'', completou.
Afonso endossou a opinião do meia do Milan e afirmou ainda que, tanto ele quanto Vagner Love tem totais condições de vestir a camisa nove que pertenceu ao Fenômeno: ''Acho que eu posso ser o nove e o Vagner Love também e garanto que, quem for escolhido, vai dar o melhor para o Brasil'', observou.
Enquanto Parreira apimentou o ambiente da seleção, Dunga continua fazendo observações nos coletivos. O atacante Robinho, novamente, não participou do confronto entre titulares e reservas. Mas, ao contrário do dia anterior, o jogador do Real Madrid participou da demais atividades com o elenco.
A definição sobre quem será o escolhido para iniciar o jogo no ataque da seleção brasileira, no entanto, só sairá de fato após o treino de hoje. Campeão do mundo em 1970 e, segundo sua própria definição, ''o maior artilheiro do planeta'', Dadá Maravilha também não preferiu arriscar um palpite. ''Todos os dois (Love e Afonso) estão em condições de jogar e, para mim, têm chances iguais, 50% cada'', finalizou.


