Críticas da torcida irritam jogadores e treinador do LEC
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quarta-feira, 02 de outubro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
Os papéis se inverteram no VGD. A manifestação contrária ao time e ao treinador Ivair Cenci feita por um grupo de torcedores depois da terceira vitória do LEC em seu estádio no Brasileiro 1 a 0 no União São João na noite de anteontem irritaram os jogadores e a comissão técnica do Londrina.
''Torcedores como estes não precisam comparecer ao estádio. É melhor que fiquem em casa. O que eles queriam? Não vencemos? '', atacou o meia-defensivo Alex Lopes, que apesar de pouco tempo de clube já exerce uma liderança no grupo. ''Nós precisamos da torcida no sábado. Mas a torcida tem que participar, nos ajudar dentro de campo, fazer o papel dela'', disse Alex, cobrando um comportamento diferente na partida de sábado, às 15h30, diante do Americano, de Campos (RJ).
Para o atacante Paraguaio, quem está do lado de lá do alambrado deve entender que todos os jogos serão difíceis e que vencer é o mais importante. ''O União foi um grande adversário e saímos com a vitória. Acho que as críticas foram injustas. Assim fica difícil. Mas tenho certeza que vamos nos classificar'', desabafou Paraguaio, nenhum gol no campeonato e um dos titulares mais controvertidos de Ivair Cenci.
O lateral-direito estreante Jamur parecia ser o jogador menos tenso no confronto contra os paulistas. Tranquilo e com personalidade, foi um dos melhores em campo. Parece ser uma comprovação de que a pressão está fazendo mal ao time, quase sempre com rendimento inferior no primeiro em relação ao segundo tempo (nos jogos em casa). ''Para a gente ter mais tranquilidade, precisamos de incentivo'', diagnosticou o substituto de Vandinho.
''É uma minoria que quer desestabilizar o grupo''. O alvo mais direto das críticas, Ivair Cenci, acredita que a ala mais radical que o apupou, torce pela decadência do clube. ''Quero esclarecer que saquei Marcelo Silva porque ele estava contundido e me pediu três vezes para sair'', disse. A torcida criticou a saída do jogador e usou este argumento para pedir a cabeça de Cenci. ''A torcida não pode atrapalhar, ela tem que ajudar'', disse o treinador.


