O brasileiro Cristiano da Matta esteve muito perto da vitória nas 500 Milhas de Michigan de Fórmula Indy, ontem. Nas dez voltas finais, depois de uma bandeira amarela, ele disputou a primeira posição com outros quatro pilotos: Dario Franchitti, Michel Jourdain Jr., Brian Herta e o canadense Patrick Carpentier, que ganhou a prova. ‘‘Sabia que tinha chances de vencer, mas cheguei neste grupo da frente muito tarde. O carro estava bom, mas não deu tempo de ultrapassá-los’’, lamentou Cristiano, que terminou a corrida na quarta colocação.
Na decisão das 500 Milhas, as últimas dez voltas, Cristiano bem que tentou assumir a ponta, mas os retardatários acabaram impedindo seu ataque. ‘‘O Paul Tracy e o Alex Tagliani (companheiros de Franchitti e Carpentier, respectivamente), que estavam uma volta atrás, fizeram jogo de equipe e me atrapalharam. Mas isso é normal de corrida’’, justificou o piloto, que não escondeu uma certa frustração com outro brasileiro. ‘‘O Helio (Castro Neves) também ficou ali na minha frente e ele não estava disputando nada’’, reclamou.
Cristiano teve problemas em todos os seus pit stops. Logo na sua primeira parada nos boxes, o macaco de ar quebrou. Os mecânicos usaram o macaco manual nas seguintes, mas isso atrasou o piloto brasileiro. Por isso, ele nem sabe direito como conseguiu terminar a corrida na mesma volta dos líderes.
Outro brasileiro que comemorou bastante sua classificação em Michigan foi Roberto Moreno. Depois de ter sofrido um violento acidente no treino de sexta-feira, ele completou a prova na 12ª colocação, ganhando um ponto no campeonato. ‘‘Com tudo o que aconteceu no final de semana, o resultado foi muito bom. Não me machuquei por muito pouco e ainda somei um ponto’’, disse ele. ‘‘Hoje o meu carro estava muito difícil de guiar. Estava saindo muito de traseira e tive que usar tudo o que sei como piloto para controlá-lo’’, contou Moreno.

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