São Paulo - Cristian tem um grande amigo no futebol: o técnico santista Vágner Mancini. Ontem, o volante corintiano revelou muito respeito e admiração pelo treinador, falou do início da carreira e do reencontro com ''o mestre'' nas finais do Paulistão. No domingo, ele defenderá o Corinthians no clássico da Vila Belmiro, mas pode ser desfalque para o duelo decisivo do campeonato, marcado para o dia 3 de maio, no Pacaembu.
O volante do Corinthians foi indiciado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) ontem e corre risco de suspensão de um a dez jogos no julgamento da próxima segunda. Ele foi incluso no artigo 258 (assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva, em relação a componente de sua representação, representação adversária ou de espectador) por comemorar um gol contra o São Paulo, no primeiro jogo da semifinal do Paulistão, com gestos obscenos - cruzou os braços e esticou os dedos médios na comemoração.
''Estou tranquilo, pois os advogados do Corinthians já estão trabalhando para provar que não quis ofender ninguém'', afirmou Cristian. ''Só fico com medo de ser preso. Não fiz nada para merecer isso'', admitiu o volante, lembrando que a Polícia Civil abriu inquérito justamente pelos gestos obscenos no clássico do dia 12 de abril, contra o São Paulo, no Pacaembu - na esfera policial, ele poderia pegar até seis meses de prisão.
Deixando de lado os tribunais, Cristian pretende ser um ''filho ingrato'' na Vila Belmiro. Revelado para o futebol por Vágner Mancini, o atual técnico do Santos, ele sabe que terá de encarar o amigo como adversário nos próximos dois jogos. ''Foi ele quem me colocou pela primeira vez num time profissional (no Paulista, de Jundiaí). Sou muito grato a ele. Mas domingo é cada um defendendo seu pão'', avisou o volante.

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