São Paulo - O primeiro sinal de que a panela de pressão do Corinthians iria explodir foi logo depois de Alan Kardec marcar o terceiro gol do Santos - o zagueiro Chicão tocou por último na bola antes dela entrar. Com o clássico já definido, o grito dos mais de 37 mil torcedores mudou de tom: em vez de incentivos e apoio, a cobrança. Pediam raça, ameaçaram jogadores e exigiram a saída de Tite.
Ao final do jogo, cenas lamentáveis, porém já corriqueiras, em períodos de crise no Corinthians. Torcedores de uma organizada tentaram invadir os vestiários para, segundo eles, conversar com o treinador. ''Peço que respeitem a minha conduta, não falo com ninguém'', disse Tite na entrevista coletiva do lado de dentro dos vestiários. ''Devo explicações ao meu comando (diretoria)''.
Coube ao gerente de futebol Edu Gaspar, ex-jogador, que foi formado nas categorias de base do clube, atender a facção. ''Se não conversasse, a ira poderia ser maior'', afirmou.

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