Augusto CésarO goleiro Cristiano, dos juniores, que estréia contra o IratyA ‘‘operação desmanche’’, já iniciada pelo Londrina, é apenas uma das consequências da má campanha de uma equipe seriamente ameaçada pelo rebaixamento no Campeonato Paranaense. A medida também reflete a crise financeira de um clube que, apesar da falta de dinheiro, precisa de urgentes reforços para se manter, quem sabe, na divisão de elite do futebol estadual.
Depois de mandar dez jogadores embora - além dos goleiros Valentin e Rogério, saíram Roberto Fonseca, Nedson, Neno, Fernando, Valmir, Marquinhos, Luiz Carlos e Flávio - a diretoria tenta algumas contratações, como a do goleiro Ivan, ex-Palmeiras e agora no Rio Branco de Americana/SP. As conversações prosseguiriam ontem à noite. Ivan não aceita um contrato provisório, mas exige que o compromisso vá até o Brasileiro da Série B. Uma das opções é Vagner, que pertence à Matonense/SP.
A lista de dispensas não surpreendeu, mas mostrou incoerência no caso da inclusão de dois goleiros de uma só vez (Valentin e Rogério) e de dois jogadores contundidos (o zagueiro Roberto Fonseca e o centroavante Flávio). Ninguém assumiu a responsabilidade pelo desrespeito aos atletas que estavam no departamento médico e que se transformariam em vítimas da guilhotina.
Vilão Valentin recebeu sucessivas punições. Responsabilizado pela derrota diante do Rio Branco, o técnico Varlei de Carvalho o afastou no segundo tempo. O goleiro saiu vaiado de campo. No dia seguinte, carregava o rótulo de vilão da história. Na mesma noite, estava desempregado. ‘‘Errei no primeiro gol, reconheço. Mas, no segundo, houve falha coletiva’’, defendeu-se Valentin. Se Ivan não acertar hoje, Cristiano, 19 anos, que atua nos juniores, estréia no gol, às 15h30 de amanhã, em Iraty, no campo do adversário. O garoto Rafael, de apenas 16 anos, ficaria na reserva.
Roberto Fonseca, ex-capitão do time, procura evitar conflitos. ‘‘Não vou brigar. Só quero que respeitem meu passado. É claro que irei reivindicar meus direitos’’, avisou Roberto Fonseca, que ontem recebeu uma proposta da Portuguesa Londrinense.
Enquanto isso, o presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, reagiu ao pedido do União, que pretende antecipar o jogo entre as duas equipes, de domingo para sábado, em Bandeirantes. O dirigente não concorda e vai sugerir a segunda-feira ou mesmo outra data.
O técnico Varlei de Carvalho interpreta o gesto do União como tentativa de prejudicar o Londrina. ‘‘O caixão já está meio fechado. Agora, é como se quisessem acabar de enterrar’’, acusa.
Ontem, a SAL regularizou os salários de janeiro.

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