São Paulo - A crise econômica mundial ainda tem seus reflexos no automobilismo. Depois da saída de montadoras da F-1, agora é a vez da principal competição de off-road do mundo, o Rali Dacar, que começou ontem, sentir os efeitos. Na edição deste ano, a prova teve redução de 31% no número de inscritos. No total, são 372 veículos (28 quadriciclos, 156 motos, 138 carros e 50 caminhões), contra 540 de 2009.
''Competidores, patrocinadores e todos os demais setores envolvidos com o automobilismo enfrentam um momento difícil. É complicado fazer o dinheiro surgir nestes dias de crise'', afirmou Etienne Lavigne, o diretor do Rali Dacar.
A edição que contou com o menor número de participantes foi a de 1993, com 154 inscritos. Na época, a direção do Dacar passava por crise interna e o roteiro voltou ao original, com largada em Paris e fim em Dacar. O recorde da prova é de 1988, com 603 competidores.
''Fomos muito bem recebidos na América do Sul. O número de competidores argentinos e chilenos aumentou cerca de três vezes'', disse Lavigne.
A largada da primeira etapa especial cronometrada será amanhã, em Colon, na Argentina, com mais de 200 km até Córdoba. A organização ainda não definiu se a prova continuará no continente americano em 2011. Existe a possibilidade de a competição retornar à África.
Pela segunda vez realizada na América do Sul, a prova terá mais de 9.000 quilômetros entre a Argentina e o Chile. O encerramento será no próximo dia 16, em Buenos Aires. Com a primeira edição em 1979, o Dacar veio para a América do Sul em 2009. A saída da África se deu após ameaças de grupos ligados à Al Qaeda.

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