Curitiba - Sob o comando do presidente interino, e nome de consenso nas eleições de novembro, Aurival Correia, o Paraná vive momentos conturbados nos bastidores. A crise foi deflagrada por questionamentos a respeito da complicada negociação do meia Thiago Neves, hoje no Fluminense, com dois grupos de empresários. Realizada em duas etapas, a transação manteve com o clube apenas os vínculos federativos do atleta, transferindo os direitos econômicos.
Insatisfeitos com a situação, alguns conselheiros questionaram o presidente licenciado José Carlos de Miranda, que negou qualquer irregularidade na transferência de Thiago Neves, mas admitiu utilizar contas pessoais para o pagamento de contas do clube. Ontem, Miranda se recusou a comentar a questão com a FOLHA, dizendo que o assunto será tratado apenas por seus representantes jurídicos. Já o posicionamento do Paraná viria por meio de nota oficial, não divulgada até o encerramento desta edição.
Buscando evitar que o clima dos bastidores interfira no rendimento dentro de campo, Saulo de Freitas deve promover mudanças em série. A principal novidade deve ser a estréia do volante Jumar. Revelado pelo União Bandeirante, e trazido ao Paraná pelo técnico Caio Júnior, o atleta de 21 anos integrou o elenco que disputou a Copa 100 anos, mas ficou afastado por dez meses após cirurgia no joelho. O desconhecido volante é, ao lado do reintegrado Serginho, uma das duas alternativas para o setor - que não conta com Adriano, Beto e Rafael Muçamba.
Outras mudanças por motivos físicos são as entradas de Gabriel, Vandinho e Daniel Marques nos lugares de Flávio - que ainda pode se recuperar a tempo - Vinícius Pacheco e Nem, sem condição de aguentar um jogo inteiro. E por motivos técnicos, Márcio Careca e Giuliano podem ganhar as posições de Paulo Rodrigues e Éverton.

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