A lutadora londrinense de tae kwondô Carmem Carolina da Silva, de 22 anos, única atleta da modalidade que defendeu o Brasil nos Jogos Olímpicos de Sydney no ano passado, aguarda definição do Vasco da Gama, clube ao qual está vinculado desde a preparação olímpica, para dar um rumo a sua carreira.
''Ainda não se sabe o que vai acontecer com todas as modalidades que o Vasco desativou, mas tenho contrato e acredito que haverá um acerto'', diz, com otimismo. O Vasco vive grave crise política e financeira com os desdobramentos da CPI do Futebol, no Senado. Por não querer vincular sua imagem ao clube de Eurico Miranda, os norte-americanos do Nation's Bank preferiram desfazer um contrato de exploração da marca Vasco, o que inviabilizou o projeto olímpico da agremiação.
Carmem não recebe salários desde outubro do ano passado. No início do ano, ela voltou a treinar na Academia Pequeno Tigre, depois de morar em Niterói e treinar em São Januário por duas temporadas.''Tinha equipamento e moradia de graça, além de receber uma ajuda de custo bem razoável''.
Por não poder pagar as mensalidades, a atleta trancou matrícula na faculdade de Educação Física. Treina 30 horas por semana, mas não esconde a preocupação quando fala do futuro. Ele ficou fora do Mundial da Coréia do Sul, que começa no final do mês, por não passar na seletiva que ocorreu em Londrina, mas briga para estar na Copa do Mundo, em março, na França.

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