CRISE NO TUBARÃO - Presidente deve renunciar na segunda
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quarta-feira, 05 de maio de 2004
Guilherme Gouveia<br> Reportagem Local 
O presidente do Londrina Esporte Clube (LEC), Carlos Alberto Garcia, 50 anos, deve oficializar sua renúncia na próxima segunda-feira em reunião do Conselho Deliberativo do clube. O relacionamento conturbado que a comissão técnica mantém com a Rádio Paiquerê AM, mais especificamente com o comentarista Flávio Campos e o proprietário JB Faria, teve caráter fundamental na decisão do ex-artilheiro do Tubarão. Garcia considera a postura da emissora parcial, antiética e pré-disposta a derrubar o técnico Raul Plassmann.
Se Garcia não recuar, o vice-presidente geral, o advogado Marcelo Leal, assumirá o cargo interinamente por 30 dias, conforme orientação (artigo 117) do Estatudo do Torcedor. Depois do período, a legislação obriga a convocação imediata de novas eleições. Ontem à tarde, Leal ainda tinha esperança que Garcia desista da renúncia. ''Espero que isso seja reversível. Segunda teremos a reunião, mas espero que ele reavalie esta posição. Quero que o Garcia saiba que a diretoria está dando todo o apoio necessário'', afirmou.
A decisão do presidente explodiu no programa esportivo Bate-Bola da Paiquerê, que vai ao ar de segunda a sábado a partir do meio-dia. Entrevistado pela equipe da emissora, o dirigente não escondeu sua indignação com as críticas, as quais considera infundadas, emitidas pelos comentaristas. Cansado, e pressionado em pleno ar, disse que não suportaria mais e entregou o cargo. ''Tentei dar um basta na situação, propondo uma trégua, mas foi impossível'', lamentou Garcia, que teve companhia de parte da atual diretoria.
O vice-presidente não descartou ontem acionar judicialmente o comentarista Flávio Campos, que segundo o advogado, teria dito que o zagueiro Thiago Matias ''é sócio de Raul na escalação do time''. ''Isso dá ação criminal na Justiça comum por difamação e indenização contra a rádio'', afirmou.
A diretoria promoveu uma reunião ontem à tarde para ratificar o apoio a Garcia. Além de rechaçar a possibilidade de renúncia, os diretores se comprometeram a otimizar a captação de recursos.
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