Crise no tricolor - De saída
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domingo, 11 de outubro de 2015
Ciro Campos<br> Agência Estado 
SÃO PAULO - Carlos Miguel Aidar deixará amanhã a presidência do São Paulo. Acuado pela crise política e isolado pela saída de antigos aliados, o dirigente tomou a decisão durante o fim de semana e sai para evitar um processo de impeachment, que já tem sido articulado por opositores. Ele vai oficializar sua saída em uma reunião com ex-membros da diretoria.
Pressionado, Aidar cedeu e convocou um encontrou com antigos colegas de gestão nesta terça para oficializar a saída do cargo e entregar ao Conselho Deliberativo a carta de renúncia. O presidente do órgão, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai assumir a presidência do clube por 30 dias e, ao fim do prazo, terá de convocar novas eleições. O mandato do sucessor de Aidar vai até abril de 2017 e Leco deve tentar continuar no poder.
Os acontecimentos da última semana minaram a força política de Aidar e o isolaram no cargo. No sábado, o presidente recebeu o comunicado de que o grupo político liderado pelo antigo vice, Júlio Casares, havia retirado o apoio e passava a integrar a oposição. Na sexta, o presidente se reuniu com as suas filhas e repensou a decisão de continuar no comando diante de tantos conflitos.
A crise política no Morumbi se acelerou com o rompimento entre o presidente e Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice presidente de futebol. Os dois brigaram na segunda-feira passada e, na sequência, Guerreiro foi exonerado. A saída do dirigente responsável por cuidar do departamento de futebol motivou um princípio de demissão coletiva na diretoria e Aidar resolveu, então, solicitar a todos que entregassem seus cargos.


