Agonizando há anos, o esporte londrinense vem ganhando capítulos cada vez mais vexatórios nos últimos tempos. Conhecida por ser uma cidade que mantinha equipes de bom nível em todas as principais ligas nacionais, Londrina viu uma a uma suas equipes acabarem – a última foi o handebol masculino, bicampeão nacional - e o ostracismo tomar conta do esporte local.
O futebol, ainda que de forma modesta, consegue se manter vivo com o Londrina e com as equipes que disputam as outras divisões. Além deles, a única competição de ponta que restou na cidade foi o tradicional torneio juvenil de tênis, válido pelo ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF), ocorrido no início do mês nas quadras do Londrina Country Club. Ele ainda se mantém vivo e com nível alto porque é feito em um complexo esportivo particular e sem verba pública.
Em nove meses de administração, o governo Alexandre Kireeff já viu a troca de comando na FEL duas vezes. A falta de estrutura e de verba é um dos principais empecilhos de trabalho para quem senta na cadeira de presidente do órgão responsável por fomentar o esporte na cidade. Assim, o cargo passa a ser apenas figurativo, um mero repassador de verba.

Outras cidades
O governador Beto Richa (PSDB) é londrinense, assim como o vice-presidente da Câmara de Deputados, André Vargas (PT), mesmo assim, a cidade foi esquecida na distribuição de verbas públicas para melhorias estruturais. Maringá vai investir mais de R$ 5 milhões na readequação do Estádio Willie Davids, que está localizado num complexo que conta com modernas instalações para várias modalidades olímpicas. Do total de R$ 5,294 milhões, R$ 4,533 milhões serão disponibilizados pelo Ministério dos Esportes e os R$ 761 mil restantes pela Prefeitura de Maringá.
Recentemente, a administração municipal já investiu quase R$ 1,7 milhão em recursos próprios na construção de banheiros, lanchonete e nova entrada do estádio onde o Metropolitano jogará o Paranaense em 2014.
A cidade também viu o Sindicato da Indústria do Vestuário de Maringá (Sindvest) investir R$ 6 milhões nos próximos três anos na montagem de uma equipe de ponta de vôlei masculino.
Cascavel conseguiu R$ 8 milhões para a reforma do Estádio Olímpico Regional. André Vargas conseguiu verba para a construção de um moderno velódromo em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, com investimento de mais de R$ 15 milhões. "Estamos com bons investimentos para a Copa do Mundo principalmente nos estádios de Maringá e de Cascavel, que serão subsedes da Copa", disse Vargas ao seu site oficial, após uma audiência com o ministro do Esporte, Aldo Rebello (PcdoB).
Londrina tem ficado de fora da distribuição do dinheiro do esporte também porque não tem pedido verba. Diretor de futebol profissional do Ministério do Esporte, Ricardo Gomyde, ressaltou em visita à cidade no mês passado, que o único pedido entregue a ele foi de doação de uma placar eletrônico ao Estádio do Café, avaliado em R$ 280 mil. Aliás, a Viação Garcia tentou emprestar um equipamento semelhante por dez anos, mas não houve acordo. (T.M.)

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